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domingo, 29 de novembro de 2009

Cronologia VIII – de 1960 a 1969

1960- O Ministro de Viação e obras públicas, Almirante Ernani do Amaral Peixoto e o Dr. Getúlio Moura, Diretores da R.F.N., no dia de agosto, inauguram o CENTRO SOCIAL DOS FERROVIÁRIOS , sendo nomeado Presidente o ferroviário Jorge de Melo Cunha.
É fundada a Empresa de Transportes Coletivos TRANSPORTADORA SOARES, para fazer o trajeto Serro Azul - Palmares, e vice-versa.
O INSTITUTO DAS FILHAS DE MARIA funda a CASA DA CRIANÇA SANTA CLARA, sendo nomeada Diretora a irmã Maria José da Silva.
A professora Alzira Rocha Cavalcanti funda o EXTERNATO SANTA INÊS.
É fundada a ESCOLA MÍNIMA SANTO ONOFRE, da Rede Municipal de ensino, cuja direção foi confiada à professora Maria de Lourdes de Lima Machado.

 1962-2 de fevereiro. É criada a DIOCESE DOS PALMARES, tendo como primeiro bispo DOM ACÁCIO RODRIGUES ALVES.

D. Acácio Rodrigues Alves

1963- Nos termos do Ato nº 306, de 3 de outubro, é oficializado o HINO MUNICIPAL DE PALMARES, com letra do Poeta palmarense Milton Barbosa Souto e música de Nehemias Galdino de Araújo e Edson Carlos Rodrigues.
13 de outubro. É inaugurado o PALÁCIO DO BAMBÚ, sede da Prefeitura Municipal.
A Diocese dos Palmares edita o jornal A VOZ DE PALMARES , segundo periódico com esse título, o primeiro em 1932.
Alternam-se na Presidência do legislativo José Carneiro de Siqueira, José Alberto Marques Lisboa e José Maximiano de Oliveira. Mais uma vez a Fraternidade Palmarense elege Luis Portela de Carvalho seu Venerável Mestre.

1964- Dentre outros Vereadores, no período 1964-69, PAULO SIQUEIRA MARQUES exerce o cargo de Presidente da câmara Municipal.
É fundado o COLEGIO AGRICOLA DOS PALMARES.
12 de março. No Engenho Velho, Rio de Janeiro falece MIGUEL JASSELLI, a maior personalidade palmarense no setor de Educação e Cultura.
7 de junho. É fundada a LIGA AOS DESAMPARADOS.
O professor Eliseu Pereira de Melo é nomeado Interventor Municipal, conseqüência do Golpe Militar de 30 de março.
9 de outubro. A Câmara Municipal elege o Cel. Nelson Ambrósio da Silva prefeito dos Palmares, tendo como Vice Casimiro Monteiro da Cruz Filho, cargos ocupados até 1965, quando assume o Executivo Manoel Paulino dos Santos, e como Vice, o professor Eliseu Pereira de Melo.
É criado o NÚCLEO DE SUPERVISÃO PEDAGÓGICA DA ZONA DO UNA E PIRANJI, tendo como primeira diretora a professora BERNADETE DE OLIVEIRA MATOS, órgão vinculado ao Departamento de Educação do Estado. Neste mesmo ano, através do Decreto nº 1039, de 8 de fevereiro, ficou estabelecido o Regimento, o Regulamento e o Funcionamento deste núcleo. Mais tarde, transformado no DEPARTAMENTO REGIONAL DOS PALMARES (DERE), por força do decreto nº 4623, de agosto de 1977.

1965- O bancário José Ramos da Fonseca faz o lançamento de seu livro de poesias TRANSES do autor, publicada pela Expansão Gráfica.

1966- TELLES JUNIOR e ELIEL SOARES DA SILVA editam a ESFINGE , uma publicação mensal, uma revista independente, de caráter filosófico, cientifico, religioso e artístico, não vinculada a qualquer sociedade ou movimento ideológico.

1968- 1º de novembro. É criada a CODEMAS (Comissão de Desenvolvimento da Mata-Sul), Sociedade Civil de Direito Privado, sendo seu primeiro presidente o Bispo dos Palmares, Dom Acácio Rodrigues Alves.
É fundado o GRUPO ESCOLAR SANTA LUZIA, pelo então prefeito Manoel Paulino dos Santos.
7 de junho. É instalada a AGÊNCIA DO BANDEPE (Banco do Estado de Pernambuco). Primeiro Gerente: Gilson Pessoa de Vasconcelos.

1969- Artistas palmarenses reúnem-se e fundam, em 17 de agosto, o GRUPO CULTURAL DOS PALMARES, Entidade Cultural e Artística independente, cuja finalidade é influir no erguimento do nível intelectual da cidade dos Palmares e promover o aglutinamento da juventude, principalmente estudantil, no sentido de aproveitar e desenvolver seus pendores artísticos e intelectuais. Os sócios Fundadores: JOSÉ TELLES DA SILVA JUNIOR ( Telles Junior), Diretor- Presidente. ELIEL SOARES DA SILVA, Adjunto e Relações publicas. GILBERTO DE ASSIS BATISTA, Secretario. JOÃO DE CASTRO RIBEIRO, tesoureiro. JOSÉ VALTER RIBEIRO, Diretor Protocolar. JUAREZ BARBOSA CORREIA, Corretor. LEVI ALVES MACIEL, Relator.
MILTON D’ EMERY é eleito prefeito, tendo como vice o professor Eliseu Pereira de Melo. Foram eleitos Vereadores: Paulo Siqueira Marques, Antonio José de Araújo Melo, João Cosme de Lima, Severino Manoel da Silva, Nelson Carvalho Paranhos, Almir Barbosa de Araújo, Hamilton Jaime Ribeiro Alves, Pedro Soares Portela e Williams Afonso Valença. Ainda os reeleitos José Pretestato Santana e Sebastião Leite da Silva.
Alternam-se na Presidência da Câmara Municipal Paulo Siqueira Marques , Sebastião Leite da Silva e José Pretestato de Santana.

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domingo, 11 de outubro de 2009

Forromares

Está de volta o São João fora de época criado pelo prefeito Ivanildo. Finalmente foi divulgada a programação da festa que retorna ao seu nome original – Forromares.

Em 2005, durante a gestão do prefeito Enoelino Magalhães, a festa foi mudada para Festmares, que durou três anos. 

O prefeito dos Palmares-PE, Dr. Enoelino Magalhães Lyra, concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira(26/08/05), por volta das 9:30 horas da manhã no seu gabinete na sede da Prefeitura dos Palmares, onde reuniu toda imprensa local para divulgar a programação do 1º FESTMARES-2005 do seu governo, apesar da mudança do nome de FORROMARES para FESTMARES, o prefeito Enoelino afirmou que não estava acabando com o FORROMARES, apenas estava criando um novo festival em Palmares que agora conta com 6 dias de festas inclusive com oficinas culturais. O período é de 20 a 25 de setembro.

Fonte: CaigaToda

 

Em Palmares houve o FORROMARES (Festival de Forró), de 1994 até 2004. O único ano que não ocorreu esse evento foi em 2000, devida ao estado de calamidade após a enchente ocorrida na primeira semana de agosto daquele ano. Esse Festival estava incluso no Calendário da Empresa Pernambucana de Turismo (EMPETUR) e a cada ano progredia em atrações.

Ao iniciar o atual governo, em 2005, não mais foi promovido o FORROMARES e se criou outro Festival, o FESTMARES, no intuito de numa "nova história", deixar tudo antes feito, de lado, mesmo sendo algo tradicional em Palmares e Meso-Região Mata Sul de Pernambuco. E sob promessas de ser melhor que o FORROMARES.

Restou ao povo folião decidir o que é melhor, se o festival anterior, FORROMARES ou o atual o FESTMARES. E qual a diferença de um para o outro e o que trazem de bom para o progresso cultural e desenvolvimento sustentável da Cidade e Região!... Ou se compreendem que tudo é simplesmente parte da filosofia do "panis et circences" (todo Império populista quando está decadente, dá diversão desvairada e pão para o povo, pois a folia e a fome quando satisfeitas, acalmam os ânimos e evitam os eleitores pensar, enquanto se entrega aos cortejos embriagados)...

Fonte:  Jornal O Olho 

PROGRAMAÇÃO 11º FORROMARES CORTEJO DE CULTURA POPULAR

Segunda, 19
17h Concentração: Fundação Casa de Cultura Hermilo Borba Filho
Banda de música Poeta Manuel
Bem-te-vi
Orquestra Filarmônica 04 de Outubro
Banda Filarmônica São José
Banda Musical Ipiranga
Banda Musical José Ramos da Justa
Orquestra Bolinha de Ouro
Associação dos Bacamarteiros de Amaraji
Mulher da Sombrinha
Bloco Cumadre Fulozinha
Bloco Mulher da Trouxa
Bloco Carnavalesco Zé Pereira Tradicional
Cambindas de Ribeirão

AULA ESPETÁCULO “NAU”
Ariano Suassuna
Segunda (19) às 19h
Anfiteatro Praça Paulo Paranhos

PALCO REGIONAL
Anfiteatro da Praça Paulo Paranhos

Terça, 20
20h30
PoliVox
Em Canto e Poesia
Amaro do Fole

Quarta, 21
20h30
Combo Percussivo da Zona Norte
Banda Siboney
Combreia, o Forrozeiro
Banda Pop 7

Quinta, 22
20h30
Lulika dos Palmares e o Tocador
Grupo Chinelo de Couro
Reginaldo Violeiro
Maurício Menezes

Sexta, 23
20h30
Biró de Amaraji e Banda
Grupo Metais da Mata Sul
Jadiel Penambucarte
Os Cangaceiros do Forró

PALCO PERNAMBUCO NAÇÃO CULTURAL
Pátio de Eventos Luiz Gonzaga

Sexta (23)
21h
Zé Ripe
Brilho Nordestino
Irah Caldeira
Flávio José

Sábado, 24
21h
Floro Jr.
Zé Linaldo
Jorge de Altinho
Companhia do Calypso

Domingo, 25
21h
Cikó Macedo
Jr Arraso
Nando Cordel
Edu e Maraial

ARTES CÊNICAS – TEATRO E DANÇA
Anfiteatro da Praça Paulo Paranhos

Terça, 20
16h - A Paixão e a Sina de Mateus e Catirina

Quarta, 21
16h - A Água, o Rio: Tudo está por um fio (Grupo Tubira-bá)
Dançando nas Alturas (Companhia de Danças Populares Tuparetama)

Quinta, 22
16h - Do Moço e do Bêbado Luna (Cia. Loucos e Oprimidos da Maciel)
Dançando Pernambuco

DANÇA E CIRCO
Portelão, Av. Pedro Paranhos

Sexta, 23
16h - Grupo de Dança Maculelê
Circo Faz a Criança Sorrir (Gran Londres Circo)

Sábado, 24
16h - Grupo de Dança Flor do Litoral
Brincadeiras de Palhaços (Trupe Circense Irmãos Santana)

Domingo, 25
16h - A Linguagem do NE (Cia. Iobuguaçu Nordestinês)
Picadeiro Pernambuco - Mostra de Números Circenses

SAMBADA
Anfiteatro da Praça Paulo Paranhos
Sábado, 24
18h Maracatu Piaba de Ouro
Maracatu Leão Vencedor

LITERATURA

Terça, 20
Casa de Hermilo Borba Filho
10h – Espetáculo Guardador de Poesia

Quarta, 21
Anfiteatro da Praça Paulo Paranhos
10h – Monólogo Um dia você aprende (Ruas da cidade)
18h – Espetáculo Guardador de Poesia

Recital de Poesia nas Escolas
Colégio Municipal Fernando Augusto Pinto Ribeiro (Manhã)
Rosa Maria
Paulo Profeta
Jussara Rocha
Aldo Soares
Socorro Duran
Pica Pau
Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros (Tarde)
Rubão
Juareiz Correya
Leonilda Rocha
José Terra
Auxiliadora
Adilma Freire
Escola Municipal Professora Telma (noite)
Ivon Andrade
Eduardo Menezes
Dona Margarida Ribeiro
Prof. Admauro
Poeta Manoel

Quinta, 22
Casa de Ascenso Ferreira
10h – Espetáculo Cadê Ascenso?

Sexta, 23
Anfiteatro da Praça Paulo Paranhos
10h - Espetáculo O Baile dos Seres Imaginários Ruas da cidade
18h – Espetáculo Cadê Ascenso?

Sábado, 24
Feira – Praça de Eventos Luiz Gonzaga
A partir das 9h - Projeto Livros Andantes

OFICINAS E PALESTRAS INSTITUCIONAIS
Elaboração de Projetos
19 e 20 de outubro
9h às 17h
Programa Mais Cultura e Edital dos Pontos de Cultura
21 de outubro
9h às 17h
Educação Patrimonial
22 de outubro
9h às 17h
Palestra FUNCULTURA
23 de outubro
9h às 12h

Saiba mais…

Portal Pernambuco Nação Cultural e Portal Pernambuco

Postagem editada em 17 de outubro de 2009

Homenagem a Luiz Gonzaga - Pátio de Eventos - por Valdir Pedrosa 

Pátio de eventos Luiz Gonzaga,

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domingo, 13 de setembro de 2009

Cronologia VII – de 1951 a 1959

1951-No clube Carnavalesco Pás Douradoras PAULO SIQUEIRA MARQUES instala e inaugura o SERVIÇO DE ALTO-FALANTES RÁDIO CULTURA DOS PALMARES.
LUIS PORTELA DE CARVALHO é eleito Prefeito. Com ele, Manoel Paulino dos Santos elege-se Vice- prefeito e o Professor Eliseu Pereira de Melo, sub-prefeito. Dentre os vereadores eleitos contam-se Ademar da Silva Fraga, Luis Ferreira de Oliveira, Luis da Rocha Leão, Emílio Luis Sukar e Zenóbio da Cunha Melo.
Miguel Jasselli, assessor do prefeito cria o DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO E CULTURA.
10 de abril. Aparece o trimensário charadístico O ARCANO, sob a direção de Luis Ferreira de Oliveira , com o pseudônimo de INFERRA, e secretariado por Olívio José de Freitas, sob o pseudônimo SATIERF.
Sob a responsabilidade de Luis Ferreira de Oliveira reaparece TRAÇO DE UNIÃO, Órgão Lítero- noticioso da Escola Técnica de Comércio dos Palmares, após um ano de interrupção, tendo como Diretor o Professor LAURO CHAVES.
Ainda na gestão do Prefeito Fernando Augusto Pinto Ribeiro é fundada a ESCOLAS MUNICIPAIS 1º DE MAIO, sendo nomeada Diretora a Professora Maria do Carmo Fraga. Também é inaugurado o GRUPO ESCOLAR CEL. JOSÉ PIAUHYLINO DE MELO, na Usina Serro Azul.
25 de maio. Falece o jornalista e fundador da Gráfica e do Jornal A NOTÍCIA, LETÁCIO MONTENEGRO.

1952- Lançamento do quinzenário A REGIÃO, tendo como Diretor- Presidente Durval Ferreira Lins. Diretor-Gerente, João Profírio. Diretor Secretário, Luis Ferreira de Oliveira.
Em sua segunda fase, no mês de maio reaparece ROCHAS DE MASSABIELLE, “ órgão oficial noticioso do Colégio Nossa Senhora de Lourdes “, tendo como Diretora Grinaura Falcão e Redatora-Chefe, Zilda Lemos.
Na câmara Municipal alternam-se na Presidência Luis Ferreira de Oliveira, José Darcy e Silva, Lindolfo da Rocha Lima, Emílio Luis Sukar e Clementino Melo.
1954- É instalado o SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUAS E ESGOTO ( S.A.A.E.) , por força da Lei Municipal nº 187, de 14 de maio, mediante convenio entre a Prefeitura e a F.S.E.S.P.
9 de junho. É fundado o CLUBE MÃES VITÓRIA RÉGIA. Diretoria: Maria Lúcia Vilanova - Presidente, Carmem Siqueira Granja - secretária, Elisete Rocha koury - Tesoureira.

1955- Luis da Rocha Leão é eleito Prefeito. Com ele, Zenóbio da Cunha Melo, Vice-Prefeito e José Gomes Filho, Sub-Prefeito. Vereadores eleitos:Abel da Silva Fraga, Clementino Melo, José Carneiro de Siqueira, Israel Luis de Azevedo, José Maximiano de Oliveira, Emílio Luis de Sukar , Eraldo Pereira Gomes, Olímpio de Souza Cruz , Geny Quirino Tavares, Jaime de Castro Montenegro, Casimiro Monteiro da Cruz Filho, João Soares da Silva e Oscar Bezerra Santos.
Presidem alternadamente a Câmara Municipal José Carneiro de Siqueira, José Maximiano de Oliveira e Emílio Luis Sukar. Na Fraternidade Palmarense é eleito Venerável Mestre Zenóbio da Cunha Melo.

1956-É criado o setor da C.N.E.C. (Campanha Nacional de escolas da Comunidade), em reunião no antigo Clube literário, sob a presidência do professor Geraldo Majella, da Administração Estadual desse Órgão Educacional sendo designado Presidente do setor Palmares o Dr. Pedro Afonso de Medeiros. Um ano depois foi denominado Escola Comercial Costa Azevedo. Hoje, Colégio Cenecista Prof. Ivon Ferreira Lins.
É fundado o CENTRO ESPÍRITA OBREIROS DA CARIDADE.

1957- 25 de janeiro. Na vila dos Ferroviários, na praça Santa Luzia é edificada a CAPELA DE SANTA LUZIA.
27 de outubro. Fenelon Barreto e Lauro Ferreira Chaves publicam o órgão Lítero Noticioso e independente de circulação mensal A FRONTEIRA.

1958- É fundada a ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DOS PALMARES, cujo presidente eleito foi o Farmacêutico Zenóbio da Cunha Melo. O comerciante Epifânio Inácio Bezerra , tesoureiro. O jornalista Samuel Soares 1º secretário . E o comerciante José Alves Lins, 2º secretario. Este fato ocorreu aos 3 de maio.

1959-LUIS PORTELA DE CARVALHO é eleito prefeito, pela segunda vez, tendo como Vice- prefeito Lindolfo da Rocha Lima. Sub-prefeito João Cirilo de Almeida. Vereadores eleitos : Geny Quirino Tavares, Oscar Bezerra Santos, Israel Luis de Azevedo , José Maximiano de Oliveira e José Alberto Marques Lisboa , entre outros.
No Legislativo alternam-se na Presidência Oscar Bezerra Santos, José Maximiano de Oliveira.

Fonte: arquivo da Câmara Municipal
Aceitamos colaboração para completar esta cronologia.

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sábado, 5 de setembro de 2009

Agenda

agenda

Esta é uma nova seção do blog, atualizada sempre que encontrarmos uma dica útil. Serviço totalmente gratuito. Os links e telefones desta página não recebem patrocínio.

Bombeiros      193
CELPE     3662-1226
Conselho Tutelar     3662-1156
Delegacia de Polícia     3661-1573
DETRAN     3662-1194
HEMOPE     3661-8240
Hospital Regional dos Palmares     3662-7004
Polícia 10º BPM     3662-1190
Rádio Cultura AM     3662-1020
Rádio Kilombo  FM   3662-2777
SAAE     3662-2222
Promotoria de Justiça     3661-8203
Ministério do Trabalho     3661-1598
FÓRUM     3661-0344

Farmácias:

  • Farmácias Nathally – Rua Dr. Fausto Figueiredo, 1025A – Fone: 3662 3000  Entrega a domicílio

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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Engenho Paul

A casa grande do engenho Paul mantém características da época em que foi construída.

Localizada em terreno de cota inclinada, possui porão parcial frontal. Neste pavimento, o terraço em alvenaria em forma de “U”, exibe vãos abertos em arco pleno, característica da influência de Vauthier. O acesso à área residencial é feito através de degraus semicirculares e concêntricos, dispostos em sua fachada lateral direita. Com cobertura em duas águas, possui telhado mais alto e independente do telhado do alpendre. A cobertura do alpendre é apoiada em colunas de madeira e o guarda corpos é no mesmo material. Os vãos abertos são em arcos plenos e possuem cercaduras em massa. Utilizada como residência. Apresenta bom seu estado de conservação.

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domingo, 16 de agosto de 2009

Cronologia VI – de 1931 a 1950

1931- Miguel Jasselli funda a primeira organização de caráter cultural e artístico: SOCIEDADE DE CULTURA. No mesmo prédio funcionava seu escritório de advocacia. A Sociedade de Cultura tinha como freqüentadores e sócios assíduos, entre outros, o jornalista Vicente Wanderley - um dos fundadores do jornal- O REPÓRTER - e Letácio Montenegro, fundador e responsável do jornal A NOTICIA ; os poetas Fenelon Barreto, Raimundo Alves de Souza e Manoel Alves Peixoto, na época prefeito. Cléomenes Siqueira Granja, um dos ex-presidentes da Câmara Municipal, e Dr. Severino Vieira César, médico, na época Presidente do Legislativo. Padre Abílio Galvão, Zenóbio da Cunha Melo, Benigno de Barros e Artur Griz.
O Farmacêutico Manoel Alves Peixoto é eleito Prefeito.
Substituindo o padre Virgínio Estanislau Afonso, no mês de janeiro, assume o cargo de vigário da paróquia o padre Abílio Américo Galvão.

1932- Circulam neste ano 4 jornais: A ROSA, jornal manuscrito, confeccionado por um grupo de jovens da sociedade local, cujos principais responsáveis se escondem sob pseudônimos: PRÍNCIPE AZUL (Aristides Carneiro). PRINCESINHA DOS OLHOS VERDES (Eunice Lins) . Circulava às quintas-feiras, da mesma forma, O RIVAL e O RÁDIO. Este circulava às sextas-feiras, e finalmente, A VOZ DE PALMARES.  A Fraternidade Palmarense nº 1 elege Zenóbio da Cunha Melo seu Venerável Mestre.

1934- 2 DE JANEIRO. É publicado o jornal A CRUZADA.

1936- O Colégio Nossa Senhora de Lourdes edita o periódico bi-mensal ROCHAS DE MASSABIELLE.
6 de outubro. Nasce em Garanhuns-PE FRANCISCO DE ASSIS RODRIGUES, que viria a ser Prefeito de Palmares no período 1989-93.
A Diretoria da R.F.N. funda a Escola ASSIS RIBEIRO, sendo nomeada Diretora a Professora CARLOTA FONSECA DA COSTA MAIA. Esta escola , da Rede particular de Ensino, mediante Convênio entre a Rede Ferroviária e a Prefeitura local, em janeiro de 1957 passou à Rede Municipal de Ensino.

1939- Dr. Pedro Afonso de Medeiros, então Prefeito, inicia a construção do Hospital Regional dos Palmares, na Avenida Luiz de França.

1940- É fundada a AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL, na Praça Dr. Paulo Paranhos, danificada por um incêndio na década de 70, onde atualmente funciona a Predileta Shoping.

1941- 15 de novembro. É fundado o CLUBE SOCIAL DOS FERROVIÁRIOS e, simultaneamente, o CAMPO DE FUTEBOL DOS FERROVIÁRIOS, hoje ESTÁDIO OLÍMPIO DE SOUZA CRUZ.

1942- É inaugurado o TEMPLO DA IGREJA BATISTA DOS PALMARES.
2 de agosto. O Prefeito Dr. Pedro Afonso de Medeiros inaugura o HOSPITAL REGIONAL DOS PALMARES.

1943-10 de outubro. Na Rua Visconde do Rio Branco ( Rua Nova) é inaugurada a CAPELA DE SÃO SEBASTIÃO.

1944- 10 de novembro. É fundado o ABRIGO SÃO FRANCISCO DE ASSIS.

1946- São editados dois jornais: sob a direção de José Espíndola Barreto, secretariado por Manoel Alfredo dos Santos, no dia 24 de dezembro é lançado PRA VOCÊ. Benigno Lemos, Zózimo Lemos e Mário Lira publicam A BOMBA.

1947- Tendo à frente o Professor e Poeta Fenelon Barreto, em 2 de outubro é editado o periódico o CLUBE LITERÁRIO.
Editado pela Tipografia Lira, Marcomiro Junior, o poeta João de Souza Costa lançam a revista PALMIRA.
É eleito prefeito FERNANDO AUGUSTO PINTO RIBEIRO, Após 10 anos de interventoria. Com ele elegem-se entre outros, os Vereadores: Zenóbio da Cunha Melo, Luis da Rocha Leão o poeta Raimundo Alves de Souza , Manoel Paulino dos Santos, Fenelon Barreto e Dr. Severino Vieira César.
Antonio Augusto Alves Maciel Filho, Zenóbio da Cunha Melo e Luis Ferreira de Oliveira alternam-se na Presidência do Legislativo.

1948- 25 de julho. Mário C. Lira e José Freire editam o órgão litero-noticioso VOZ DE PALMARES.
É fundado o ROTARY CLUBE DOS PALMARES, sendo eleito primeiro Presidente o Dr. Mariano Vila Nova.
O prefeito Fernando Augusto Pinto Ribeiro funda o GINÁSIO MUNICIPAL, cuja direção ficou com o professor Nelson Alexandrino Lins.

1950- José Ambrósio da Silva ( Zequinha) cria a TRANSPORTADORA RIO UNA a primeira empresa de transportes coletivos de Palmares. Luiz Portela de Carvalho é eleito Venerável Mestre da Fraternidade Palmarense

Fonte: arquivo da Câmara Municipal
Aceitamos colaboração para completar esta cronologia.

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sábado, 1 de agosto de 2009

Cronologia V – de 1921 a 1930

1921- O Major MANOEL ALVES DE MIRANDA VAREJÃO é eleito presidente da câmara Municipal.
Ascenso Ferreira contrai matrimônio com Maria Stela de Barros Griz, filha do poeta e funcionário fiscal Fernando Griz.

1922- Dr. Ismael Gouveia é eleito prefeito dos Palmares.
Assume a Presidência da câmara Municipal PEDRO MARTINS BRAGA.
É assassinado o ex-prefeito de Palmares, então Senador da República, Dr. FAUSTO FREIRE DE CARVALHO FIGUEIREDO.

1923- 15 de novembro. MIGUEL JASSELLI inicia-se Maçom na Loja Ressurreição Pernambucana.

1924- Dr. Paulo Paranhos é eleito Prefeito de Palmares.
É publicado o jornal A LUTA.
18 de fevereiro. É fundado o COLÉGIO NOSSA SENHORA DE LOURDES, por Frei Caetano de Messina.

1925- 9 de abril. Nasce em Garanhuns – PE, DOM ACÁCIO RODRIGUES ALVES primeiro Bispo de Palmares, que assumiu a Diocese em 25 de setembro de 1962.
Assume a Presidência do Legislativo Dr. GASTÃO DE FRANÇA MARINHO. Neste Período, Dr. Pedro Afonso de Medeiros exerce o cargo de 1º Secretário e o jornalista Letácio Montenegro assume a Presidência, que se prolongou até 26 de agosto, quando foi sucedido por Pedro de Araújo Cavalcanti, até 1928.

1926- Dr. PEDRO AFONSO DE MEDEIROS é eleito Prefeito de Palmares.
No mês de março é publicada a primeira revista palmarense: REVISTA DE PALMARES, sob a responsabilidade de Fenelon Barreto. Neste mesmo mês, Dr. Carlos Rios, convidado pelo Sr. Osvaldo Santiago, publicam a revista RUA NOVA.
ASCENSO FERREIRA participa do Congresso Regionalista do Nordeste, realizado em Recife, no qual, entre outros poemas de sua autoria, recita Samba, Sertão, Catimbó, Gata Borralheira e Palmares.

1927- Vicente Wanderley ( Marquês de Sade ) e Alfredo Belo Filho ( João Pega Tudo), no mês de março publicam o periódico humorístico, datilografado, O REPÓRTER.

1928- Miguel Jasselli funda o colégio O ATENEU PALMARENSE.

1929- 13 de maio. É fundada a LOJA MAÇÔNICA FRATERNIDADE PALMARENSE Nº 1, sendo seu venerável Mestre EDMUNDO OSMUNDO CAVALCANTI.

1930- Miguel Jasselli é eleito Venerável Mestre da Fraternidade Palmarense nº 1.
Dr. Pedro Afonso de Medeiros inaugura o edifício do Fórum, na Praça do Maurití.
17 de novembro. Eduardo Paiva, na gestão do Secretário da Fazenda, Dr. Edgar Teixeira Leite, é nomeado Coletor Estadual em Palmares.
Cleómenes Siqueira Granja, Antonio de Lima Cavalcanti e o Dr. Severino Vieira César alternam-se na Presidência do Legislativo. Com este último, o padre Abílio Américo Galvão é o 1º Secretário. Entre outros, como parlamentares, estão Zenóbio da Cunha Melo, o poeta Raimundo Alves de Souza e Benigno de Barros.

 

Fonte: arquivo da Câmara Municipal
Aceitamos colaboração para completar esta cronologia.

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domingo, 26 de julho de 2009

Rio Una II

Jorge de Altinho criou este belo poema que descreve a trajetória de nosso rio.

Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar

É que ele nasce pelas bandas de Capoeiras
Vai descendo as cachoeiras
Ligeiro que nem o vento
Chega em São Bento ele sorri de alegria
A correnteza tá dizendo
Se eu pudesse eu não descia

Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar

Pede licença e entra em Cachoeirinha
É quando vê quatro vaquinhas
Bebendo do seu produto
Se eu pudesse
Eu demorava um tiquinho
Mas vou passar em Altinho
Nem que seja um minuto
Chega em Altinho
Ele se alegra e se agita
Quando vê a moça bonita
Na barreira matutina
Para Agrestina ele corre com emoção
As águas batendo nas pedras
Até parece uma canção

Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar

Chega em Palmares
Ele mata a saudade
Passa dentro da cidade
Valente como um leão
Em Água Preta ele deixa de ser arisco
Respeita o padre Francisco 
E pede a sua benção
Aí ele entristece 
E bota pra chorar
Se despede de Barreiros
E emboca pra dentro do mar

Encontro dos rios Una e Piranji Ponte da linha férrea construída pelos ingleses  Rio Una

Desembocadura do Rio Una, embaixo da ponte da linha férrea dos ingleses. Construída em meados do século XIX, mais precisamente no ano de 1862.

detalhe do rio Una - fotografado por Valdir Pedrosa detalhe do rio Una - fotografado por Valdir Pedrosa

Para saber mais…

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Cronologia IV – de 1912 a 1920

1912 - Ascenso Ferreira torna-se funcionário da Prefeitura dos Palmares.
O Major GONOAB PESSOA DE ALBUQUERQUE assume a presidência do Legislativo Municipal.
É publicado o primeiro número do jornal A NOTÍCIA.
O Cel. LUIZ AMARO DE FRANÇA FERREIRA é eleito Prefeito dos Palmares.
1913 - Neste ano está exercendo a função de Juiz de Direito da Comarca dos Palmares, o DR. MANOEL ARTUR DE SÁ FERREIRA, o primeiro a exercer o cargo em Palmares.
O Capitão JOSÉ MARQUES DE ALMEIDA assume a presidência do Legislativo Municipal.
26 de janeiro - surge o periódico O DESPERTAR.
15 de novembro - É publicado o jornal dantista, de propriedade do Cel. Luiz de França, A ÉPOCA, tendo como colaboradores principais José Coimbra e Carlos Rios.
1914 - 6 de dezembro - O farmacêutico Otaviano de Lagos e o Dr. Fausto Figueiredo, engenheiro civil dos serviços de conservação da Great Western of Brazil Railway, fundam o THEATRO CINEMA APOLO. Dr. Fausto Figueiredo assume a presidência da Câmara Municipal.
Cine Teatro Apolo em Palmares fotografado por Valdir Pedrosa
É editado o jornal O JARDIM.
Um grupo de ferroviários, liderados por Olímpio de Souza Cruz, Ramiro Francelino, Possidônio Alves, Afonso Gomes, José Norberto e Antônio Jerônimo, organizam e fundam a BANDA MUSICAL FERROVIÁRIA, denominação que durou até 1955, quando foi substituída por BANDA MUSICAL 15 DE NOVEMBRO.
1916 – Dr. FAUSTO FIGUEIREDO é eleito Prefeito dos Palmares.
A USINA 13 DE MAIO é posta em hasta pública, em razão de débitos contraídos e não saldados com a firma recifense Cândido Cascão e com o Estado, quando o Dr. Leopoldo Pedroza de Melo tornou-se seu proprietário, com a interveniência do Governo do Estado, Dr. Manoel Antônio Pereira Borba, que indenizou os proprietários anteriores e cuja quantia para polo novo proprietário foi aquele das obrigações de débito.
Dr. JOÃO PACHECO QUEIROGA é eleito Presidente da Câmara Municipal.
29 de novembro - O Grêmio Literário Olavo Bilac, do Colégio São Sebastião, publica o jornal O PALÁDIO.
1917 – Ascenso Ferreira funda a sociedade HORA LITERÁRIA DE PALMARES, juntamente com Fenelon Barreto, Barros Lima e Antonio de Barros Carvalho. Reuniam-se aos domingos no Clube Literário.
8 de julho - Nasce o teatrólogo HERMILO BORBA FILHO.
É inaugurada a USINA SERRA AZUL, sendo proprietário o Cel. José Piauhylino de Melo que, em 1922, mudou o nome para USINA SERRO AZUL.
1918 – No terceiro ano do governo do Dr. Fausto Figueiredo é inaugurada a PONTE DE JAPARANDUBA, construída em convênio com o Governo do Estado, em cuja inauguração esteve presente o Governador Dr. Manoel Antônio Pereira Borba.
De janeiro a março assume a Paróquia o padre JOSÉ APOLINÁRIO.
Em abril, é empossado como Vigário da Paróquia o padre VERGÍNIO ESTANISLAU AFONSO.
1919 – É eleito Prefeito dos Palmares o Dr. VIRGÍLIO FREIRE.
Dr. Fausto Figueiredo é eleito Presidente da Câmara Municipal.
1920 – O Theatro Cinema Apolo encena a primeira peça teatral O COMENDADOR, texto de Lelé Correia, dirigida por Miguel Jasselli.


Fonte: arquivo da Câmara Municipal
Aceitamos colaboração para completar esta cronologia.

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sábado, 11 de julho de 2009

Cronologia III – de 1901 a 1911

1901 – O Tenente ANTÔNIO GONÇALVES ALVES BECCO, em 6 de Fevereiro, funda a SOCIEDADE UNIÃO HUMANITÁRIA.

1902 – Aparece no cenário jornalístico o periódico O CAGA SEBO.

1º de Março.Nasce MIGUEL JASSELLI, a maior glória literária e intelectual de Palmares.

1903 – É inaugurada a IGREJA PRESBITERIANA DOS PALMARES.

São editados 4 jornais. João Demétrio lança O CORREIO, em 23 de Agosto. Em 17 deste mesmo mês aparece A IDÉIA. Em 15 de Dezembro, A ORTIGA.E em 30 deste mesmo mês, VICENTE MAIA edita A REAÇÃO.

1904 – Dr. Leopoldo Marinho Paula Lins assume a Presidência da Câmara Municipal, sendo o primeiro Presidente daquela Casa Legislativa.

1905 - 5 de novembro - Aparece o jornal A GAZETINHA, que se tornaria em A NOTÍCIA, sob a responsabilidade de LETÁCIO MONTENEGRO, o jornal de maior duração; circulou durante 51anos, ininterruptamente. Custava apenas 300 réis.

18 de setembro - Eduardo Paiva é nomeado para a Guarda Nacional, por Decreto do então Presidente da República, Rodrigues Alves.

1906 - 15 de setembro - José Coimbra edita o jornal A ESCOLA.

15 de novembro - Aparece o jornal O GÊNIO.

Adalberto Marroquim, Miguel Griz e Manoel Peixoto, em 17 de novembro, editam o jornal O DIREITO.

1907 - É fundado o CLUBE CARNAVALESCO PÁS DOURADAS, na Rua Cel. Izácio, 409; cuja diretoria ficou assim constituída: Presidente - Generino de Souza, vice-presidente - João Bandeira, orador - Antonio Argemiro, secretário - Manoel Tomaz, tesoureiro - Francisco Guedes, fiscal zelador - Antonio Raimundo do Nascimento, diretor - Henrique Bandeira e procurador - Afonso Nunes.

DR. FRANCISCO COSTA MAIA assume a presidência da Câmara Municipal.

São editados dois jornais; dirigido por Da Costa e Silva, Esmeraldo Farias, Adalberto Marroquim e Fenelon Barreto, surge o jornal O FORMIGUEIRO LITERÁRIO. Em 15 de junho, O LEÃO DO NORTE.

1908 - Dois jornais são publicados: em 1º de novembro, de formato minúsculo, apenas 20x15 centímetros, circulação somente aos domingos, O HOLOFOTE. José Coimbra publica A INFÂNCIA, em 15 de novembro.

1910 - 27 de fevereiro - nasce em Palmares LUIZ PORTELA DE CARVALHO.

É publicado o menor de todos os jornais publicados no interior. Formato 10x7 centímetros, BIBI, cuja publicação única foi em homenagem ao menor Bibi, no dia do seu aniversário natalício. O garoto era filho do professor GASTÃO RESENDE, do Colégio São Sebastião.

1911 - Junto ao Cel. Pedro Paranhos, Gastão de França Marinho, Estácio Coimbra e Ascenso Ferreira, aderem ao movimento político em defesa da candidatura de Rosa e Silva ao Governo de Pernambuco.

Aparece o jornal O DESPERTAR.

Artur Griz e Antonio Coelho, vulgo Antonio Macaco devido à sua excessiva feiúra, publicam o jornal O ASTRO, no qual colaborou Ascenso Ferreira.

 

Fonte: arquivo da Câmara Municipal
Aceitamos colaboração para completar esta cronologia.

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quarta-feira, 8 de julho de 2009

Neném

Contam os mais velhos que, muito tempo atrás, vivia na cidade um rapaz de cabelos longos e cacheados que hoje seria chamado de morador de rua ou sem teto.

O apelido dele era Neném balança os cachos, o nome ninguém sabe, parentes não se conhecia.

Sobrevivia de pequenos serviços ou ‘ganchos’, como dizemos por aqui.

Neném fazia de um tudo, por uns trocados, um prato de comida ou apenas um muito obrigado. Carregava feira, pacotes e malas de quem desembarcava do trem ou do ônibus, bilhetinhos para os namorados(as)…

Sua história e apelido estavam ligados ao fato de que balançava a cabeça, fazendo ondular os cachos dos cabelos, sempre que alguém lhe pedia: “Neném, balança os cachos”.

E porque Neném ficou na memória dos antigos?

Um dia, não sabemos quando, Neném morreu. Sem parente ou amigo, demorou a que se tomassem as providências para seu enterro. Providenciar o caixão, doado pela prefeitura, e a mortalha, espécie de camisão bem comprido com o qual se costumava sepultar os mortos, tudo isso levou algum tempo e, quando finalmente chegaram com o enterro no antigo cemitério, já era muito tarde. O coveiro se negou a fazer o sepultamento em hora tão avançada.

O defunto foi deixado na capelinha do cemitério sem ninguém para velar o seu corpo.

Quem conhece a cidade sabe que o cemitério velho fica no meio de uma pequena ladeira que desce para a rua da Notícia.

Pela manhã, os madrugadores, ao abrirem suas portas foram surpreendidos por uma visão do outro mundo – Neném balança os cachos, amortalhado, andando pelas ruas, sem saber o que acontecera.

catalepsia

Imaginem o susto. Um fantasma, em plena luz do dia.

A medicina explica o ocorrido, um tipo de doença ou condição corpórea, em que os sinais vitais ficam bem baixos, chamado catalepsia.

O que é a catalepsia?

(Ricardo Santoro Nogueira, Brasília, DF)

É um distúrbio que impede o doente de se movimentar, apesar de continuarem funcionando os sentidos e as funções vitais (só um pouco desaceleradas). A pessoa fica parecendo uma estátua de cera. Se ela estiver sentada e alguém posicionar seu braço para cima, ela permanecerá assim enquanto durar o surto, afirma o neurocientista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O ataque cataléptico pode durar de minutos a alguns dias e o que mais aflige quem sofre da doença é ver e ouvir tudo o que acontece em volta, sem poder reagir fisicamente. As causas, porém, ainda são um mistério, apesar de não faltarem hipóteses e especulações. A origem do problema pode ser tanto externa como um traumatismo craniano , quanto congênita má formação em alguma região cerebral, diz o neurologista Vanderlei Cerqueira Lima, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.  (Superinteressante)

Neném viveu ainda por muitos anos e a data de sua morte verdadeira é desconhecida.

Foi assim que me contaram e é assim que lhes conto, quem souber um pouco mais que me acrescente um ponto!

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Hermilo

Hermilo Borba Filho no Teatro Cinema Apolo Hermilo Borba Filho nasceu no Engenho Verde, município de Palmares, no dia 8 de julho de 1917.

De ex-amanuense até secretário geral da Prefeitura do Recife, Hermilo fez de tudo. Assim como não seguiu a carreira dos números, também não seria médico, no terceiro ano da faculdade resolveu cursar Química Industrial. Depois passou para Direito. Conseguiu formar-se em 1950, pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco. Sua carreira, contudo, foi notadamente fugaz, nada mais de 15 minutos, o tempo que permaneceu num escritório montado com um amigo. Hermilo na verdade, se sentia atraído pelo teatro. E foi no campo do teatro que participou, ativamente, das mais importantes iniciativas do Nordeste.

Como estudante de Direito, fundou com seu companheiro e grande amigo Adriano Suassuna, o “Teatro do Estudante de Pernambuco” (TEP) em 1946. O TEP viveu até 1953, quando Hermilo se mudou para São Paulo, onde dirigiu a Companhia Nydia Licia – Sérgio Cardoso, Companhia Cacilda Becker, Grupo “Stúdio Teatral” e Teatro Paulistano de Comédia. Nessa época foi também um dos diretores da Revista “Visão” e trabalhou como jornalista nos jornais “Última Hora” e “Correio Paulistano”. Anos depois, Hermilo fez parte do Conselho Editorial do Jornal Paulista “Movimento”. Ainda em São Paulo, integrou a Comissão Estadual de Teatro.

De volta de São Paulo, em 1958, fundou com Adriano Suassuna e outros amigos, o “Teatro Popular do Nordeste” (TPN). Em 1960, junto com Alfredo de Oliveira, fundou e dirigiu por algum tempo o Teatro Arena do Recife.

Dirigiu espetáculos para a Sociedade de Cultura de Palmares, 1935, para o Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP), para o Teatro Universitário de Pernambuco (TUP), Teatro Operário do Recife, Teatro do SESI, Centro de Comunicações do Nordeste (CECOSNE), além do TEP e do TPN. No teatro, além de “ponta”, ator, autor, diretor, Hermilo foi também adaptador e tradutor de textos teatrais. Escreveu 23 peças, das quais apenas sete estão publicadas. Teve peças encenadas em todo Brasil e no exterior (Argentina, Chile, Uruguai, Portugal, Suíça, Holanda, Alemanha, Noruega e Finlândia).

Faleceu no dia 2 de junho de 1976, no Recife (PE).

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Cronologia II – de 1891 a 1900

1891 – Chega à Palmares o VIGÁRIO BASTOS (Sebastião Bastos de Araújo Pessoa).

1892 – São editados 4 jornais: O SÃO JOÃO, em 2 de junho. A SEMANA, em 17 de junho e impresso na Tipografia do Clube Literário, tendo como principais redatores Fernando Griz, Fábio Silva, Vicente Lima, Augusto Ramos e Artur Silva. Em 20 de novembro, João Batista Wanderley lança o jornal O CORREIO DE NOTÍCIA, tendo como colaborador principal o poeta Fernando Griz. Em 5 de dezembro é publicado O CORISCO.

1893 – É eleito prefeito o Dr. Leopoldo Marinho Paula Lins, tendo como Vice-prefeito o Dr. Afonso Marinho.

Neste ano são editados 5 jornais: em 28 de novembro, Fernando Griz e Fábio Silva editam O RAIO, de caráter crítico e humorístico, impresso na tipografia de João Batista Wanderley, cuja publicação foi proibida pelo Delegado de Polícia, que não gostou das matérias publicadas. Ainda Fernando Griz e Fábio Silva publicam O ARQUIVO LITERÁRIO. Em 1º de Maio aparece O BILONTRA. Em 23 de Outubro é editado O CLUBE LITERÁRIO. Em 4 de Dezembro, A CARTILHA.

1894 – Na administração do segundo Prefeito, Dr. Leopoldo Marinho Paula Lins é inaugurado o Mercado Público da Praça Paulo Paranhos iniciado na gestão do Cel. Pelegrino Marinho Paula Lins, para cuja solenidade inaugural esteve presente o então Governador de Pernambuco, Dr. Barbosa Lima.

Antigo Mercado Público na Praça Paulo Paranhos

23 de Outubro.Dirigindo por Fernando Griz e Artur Ferreira, é editado o jornal NOVO ECO, impresso na tipografia da Estrada de Ferro Sul de Pernambuco, depois Rede Ferroviária Federal S.A. - R.F.F.S.A.

1895 – 9 de Maio.Nasce o poeta ASCENSO FERREIRA (Ascenso Carneiro Gonçalves Ferreira), na rua dos Tocos, em Palmares. Filho de Antonio Carneiro Torres e da professora pública Maria Luiza Gonçalves Ferreira.

Pedro Afonso de Medeiros

 

 

 

 

 

Nasce em Canhotinho, no dia 1º de Março, o advogado Dr. PEDRO AFONSO DE MEDEIROS, um dos forjadores do progresso de Palmares

5 de novembro.Aparece o jornal A GAZETA POPULAR.

1896 – É eleito o prefeito Dr. GASTÃO MARINHO, tendo como vice Dr. FRANCISCO COSTA MAIA.

1897 – Dr. FAUSTO FREIRE CARVALHO FIGUEIREDO, JOSÉ LIMA, Dr. FÁBIO & SILVA, ADRIANO PINTO, JOSÉ LAGRECA, FERNANDO GRIZ, MANOEL MONTEIRO, PACIFICO DOS SANTOS e CELSO DUPERRON editam o periódico O PROGRESSO, em 7 de fevereiro.

1898 – 26 de Março. Nasce em palmares o poeta, historiador e conferencista MILTON BARBOSA SOUTO.

É inaugurado o CLUBE CARNAVALESCO LENHADORES (Leão).

28 de Dezembro. Nasce em Amaraji (PE), o poeta, jurista, professor e teatrólogo FENELON BARRETO, uma das glórias literárias de Palmares.

1899 – É publicado o jornal A GONGORRA.

1900 – Dr. MANOEL HENRIQUE WANDERLEY é eleito Prefeito de Palmares.

 

Fonte: arquivo da Câmara Municipal
Aceitamos colaboração para completar esta cronologia.

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Cronologia I - de 1848 a 1890

1848/1873Palmares é denominado POVOADO DOS MONTES, TROMBETAS, POVOADO DO UNA e, finalmente, PALMARES, triunfando assim a denominação dos negros, por força da abundancia de palmeiras que vicejavam na região, principalmente babaçu, carnaúba, pindoba, ouricuri e dendê.

1862 – Chega a palmares a ESTRADA DE FERRO SUL DE PERNAMBUCO e, por força do decreto do então Imperador D. Pedro II, instala-se aqui o Escritório Central da Administração da Empresa.

É criada, a 13 de maio, A COMARCA DOS PALMARES, por força da lei Provincial nº 520.

Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes - fotografada por Valdir Pedrosa

 

6 de fevereiro - É inaugurada a MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DOS MONTES. Nesse mesmo dia, Dona Germana Francisca Xavier faz a doação do terreno no qual localizou-se o Cemitério de Nossa Senhora da Conceição dos Montes.

1868 – Palmares é elevado à categoria de Distrito, por força da lei provincial nº 844, de 28 de setembro.

1873 – Por força da lei Provincial nº 1083, de 24 de maio, é criado o Município Autônomo, que tomou o nome de MUNICIPIO DOS PALMARES.

1879 – 9 de junho. Palmares emancipa-se do Município da Água Preta por força da lei provincial nº 1458, adquirindo foros de cidade. Assume a paróquia o Padre Manoel Tertuliano de Figueiredo, sendo o primeiro Padre a assumir este cargo em Palmares.

1882 – 1º de outubro. É fundada a BIBLIOTECA DO CLUBE LITERÁRIO, hoje BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL FENELON BARRETO.

Biblioteca Pública Municipal Fenelon Barreto

Assume a Paróquia dos Palmares o Padre FRANCISCO SOUSA ARAÚJO.

1883 – 7 de outubro. Severino Pereira e Joaquim de Almeida, primeiros jornalistas palmarenses, editam o jornal O ECO, primeiro periódico, início da história da imprensa de Palmares, lançado no Clube Literário e impresso na tipografia do Clube.

1884 – 11 de agosto. Surge o periódico A GAZETA DE PALMARES.

1885 – 10 de novembro. Nasce em Palmares EDUARDO AFONSO PAIVA, herdeiro das propriedades Sitio Flor do Una e Barra do Piranjí, deste município.

1886 – É fundada a primeira Sociedade Organizada Palmarense: SOCIEDADE DE SÂO VICENTE DE PAULO.

1889 – Chega a Palmares o primeiro membro da Família Agrelli, Miguel, caldeireiro, cuja oficina de caldeiraria foi montada na Rua Cel.Izácio.

Neste mesmo ano, em 14 de agosto, o libanês MIGUEL LUIS SUKAR, primeiro membro da família Sukar, instala-se como comerciante.

14 de agosto. Silva Jardim pronuncia inflamado discurso de propaganda da República, da sacada de uma das janelas do Clube Literário.

1890 – É extinto o Conselho municipal que regia a política governamental do município e é empossado, por nomeação , o Prefeito Cel. Peregrino Marinho Paula Lins, tendo como Vice-Prefeito o Capitão Carlos da Silva Faria, um dos membros do extinto conselho.

 

Fonte: arquivo da Câmara Municipal
Aceitamos colaboração para completar esta cronologia.

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sábado, 4 de julho de 2009

Usina Serro Azul

Usina Serro Azul 

 

A Usina Serro Azul foi construída na metade do século XIX, entre os anos de 1896 a 1929, pelo  coronel José Piauhylino Gomes de Melo Filho.

O engenho Camevou, nas margens do rio Una, local onde foi construída a Usina Serro Azul, fica a 22 quilômetros de distância da sede do município de Palmares. A maquinaria original foi trazida da Inglaterra. Interessante que o coronel batizou a nova usina por ele construída mudando apenas a letra final de Serra para Serro.

Além de administrar a Usina Serra Azul em atividade, incluindo campo agrícola e indústria, o coronel José Piauhylino dirigia os trabalhos da nova construção. Nos sete dias da semana, fazia o percurso a cavalo entre as duas usinas, saindo de casa às 4 horas da madrugada e regressando às 10 horas da noite, sem acompanhante. Achava ele que ninguém se atreveria a emboscá-lo, muito menos a enfrentá-lo. O trecho entre as duas usinas era uma verdadeira travessia de matas virgens, ladeiras, lama e sem habitações. Quando chegava na casa grande da Usina Serra Azul, estava à sua espera, seu estribeiro de confiança – Veríssimo Gomes – sentado no terraço da casa, às vezes já ultrapassando de meia noite. Na época do inverno regressava molhado e sujo de lama. Deixava as botas sujas na calçada, após fazer a rotineira recomendação: “Veríssimo! às 4 horas da manhã eu quero o cavalo pronto e as botas enxutas”. E, na hora marcada, lá estava o animal e as botas, conforme o coronel dissera. Usava para o trabalho, dois pares de botas. Veríssimo sempre teve o cuidado de cumprir as determinações pontualmente, antecipando-se 10 minutos da hora marcada. Nunca ouviu a 4ª badalada do grande relógio de parede da sala, sem o coronel depois de alguns segundos lhe dar bom-dia! Esse regime de trabalho durou até 1922, quando a Usina Serro Azul moeu e o coronel passou a residir na usina nova. MOURA  (1998)*

A usina chegou a possuir 22 engenhos, onde plantava a cana de açúcar para sua produção: Camevou (a sede), Camevouzinho, Liberdade, Aratinga, Fertilidade, Floresta, Serra Azul (a antiga usina), Moscou, Aliança, Mágico, Verde, Mearim, Canário, União, Riachuelo, Penderaca, Vista Alegre, Tambor, Almirante, Rosa Murcha, Barra do Dia e Pará.

Casa grande da Usina Serro Azul antes da desapropriaçãoCasa grande da Usina Serro Azul antes da desapropriação 

Casa Grande da Usina Serro Azul - detalhe da escadaria fotografado por Valdir Pedrosa Casarão da Usina Serro Azul fotografado por Valdir Pedrosa

Casa Grande daUsina Serro Azul fotografado por Valdir Pedrosa Casa Grande da Usina Serro Azul - detalhe do terraço frontal fotografado por Valdir Pedrosa

Casarão da usina, residência dos proprietários, em alvenaria de tijolos sobre calçada alta, tem acesso através de escadaria em três lances. Seu alpendre em forma aproximada em “U” tem telhado independente apoiado sobre colunas quadrangulares em alvenaria. Os guarda-corpos são em elementos no mesmo material. O telhado principal é protegido por platibanda recortada, com delicados adornos em massa e pináculos.

Após a morte do coronel, em 22 de novembro de 1951, a usina passou a ser administrada por seus filhos e genros.

  • Plácido Gouveia de Melo - escritório geral no Recife
  • Waldecir Gouveia de Melo – a indústria
  • Fernando Gomes de Melo – o campo (engenhos)
  • Clóvis Gouveia de Melo – engenho Serra Azul (antiga usina)
  • Paulo Gouveia de Melo – engenho Liberdade
  • Fernando Lúcio (genro) – engenho Camevouzinho
  • Edgar Carneiro Leão (genro) – engenho Liberdade

Em 1967, para sobreviver, os proprietários solicitaram ao Instituto do Açúcar e de Álcool (IAA) que realizasse uma intervenção na indústria. Medida esta aprovada pelo então presidente da república marechal Arturo da Costa e Silva.

A família Gouveia de Melo afastou-se e foi residir no Recife. Os antigos funcionários permaneceram em seus cargos. Algumas das melhores casas foram desocupadas para hospedar a equipe de interventores. Era o começo do fim…

Estiveram à frente do processo de intervenção os senhores Luiz Lacerda, Aluízio Ferreira Baltar, Arlindo de Almeida e Zacarias Ribeiro, todos funcionários do IAA.

A intervenção acabou em 1973, quando a usina foi vendida para Fernando Antônio Torres Rodrigues, juntamente com a Usina 13 de Maio, atual Usina Vitória, situada no engenho Catuama, na periferia da sede do município.

Apesar das melhorias implantadas na Serro Azul, o Sr. Fernando é o responsável pela derrubada das matas virgens e o arrendamento dos engenhos, transferindo assim a administração dos mesmos para outras pessoas.

Infelizmente a crise reapareceu. Em 1982, o próprio  Sr. Fernando conseguiu a desapropriação da usina e dos engenhos, que passou a ser administrada pela Cooperativa Agrícola Tiriri.

Usina Serro Azul em 2004Usina Serro Azul 2008

Desativada e abandonada, o patrimônio se encontra totalmente destruído pela ação do tempo.

A área ocupada pela Serro Azul foi promovida a distrito. A rodovia PE-103, recentemente inaugurada, faz a ligação do distrito de Serro Azul com a sede dos munícipios de Palmares (22 km) e Bonito (23 km), trazendo esperança de melhores dias.

 

*MOURA, Severino rodrigues de. Senhores de Engenhos e Usineiros, a Nobreza de Pernambuco. FIAM, CEHM, SINDAÇÚCAR. 1998. Coleção Tempo Municipal. vol 17

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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Rabeca

Rabeca, mestre do caboclinho e do pastoril

José Francisco Lins, o popular Rabeca, foi Mestre do Caboclinho, trabalhador rural, guarda municipal e pedreiro. Nasceu em 27/12/1903 e faleceu em 23/11/1984.

Casado com Maria Salvina.

Com 14 anos já trabalhava no campo em Palmares.

Em dezembro de 1924, aos 21 anos, criou o Pastoril do Velho Rabeca, uma das maiores atrações na festa de Nossa Senhora da Conceição, tradicional festa palmarense. O Pastoril era formado por mulheres sozinhas e do baixo meretrício e era preparado por ele mesmo.

Rabeca, nome com o qual ficou conhecido para sempre, lhe foi dado por causa de sua constituição física à época da formação do pastoril. Era extremamente magro e comprido.

Com o pastoril, rabeca alegrou várias gerações de Palmares e das cidades vizinhas.

Desde os anos 40, as crianças de Palmares passaram a conviver com o alegre rabeca nas quartas-feiras de cinzas, quando ele resolveu criar o bloco de caboclinhos “Índio da Floresta”, com ele mesmo fantasiado de índio velho, à frente dos seus filhos e de algumas crianças da rua onde morava.

Mantendo sacrificadamente, sem interrupção, por mais de 60 anos, o Pastoril, e por mais de 40 anos o Bloco de Caboclinhos, o velho Rabeca era um autêntico artista popular da cidade dos Palmares, que até a hora de sua morte viveu praticamente marginalizado, sem reconhecimento e sem uma efetiva proteção e incentivo para a manifestação de sua arte.

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Diocese

A Diocese dos Palmares foi criada aos dois de fevereiro de 1962, tendo como primeiro bispo Dom Acácio Rodrigues Alves, sagrado no dia 16 de setembro de 1962 e empossado a 23 de setembro do mesmo ano.

Limita-se ao norte com a Arquidiocese de Olinda e Recife; ao leste com o Oceano Atlântico; ao sul com a Arquidiocese de Maceió e a oeste com a Diocese de Garanhuns.

Brasão Eclesial da Diocese dos Palmares

Brasão Eclesial da Diocese dos Palmares

Descrição:

Escudo: de verde, uma cruz de prata, firmada nos seus bordos, da qual brotam, no contra-chefe, duas canas; sobre o contra-chefe, à direita, as letras "MP" e à esquerda, as letras "OY", sendo tudo do mesmo metal. Sobre o centro da cruz, um coração de vermelho, flamejante, lanceado e gotado do mesmo esmalte.

Insígnias: Mitra dourada e forrada de vermelho, Cruz Processional e Báculo, ambos de ouro.

Comentário:

O verde, do campo do escudo, é a cor litúrgica da esperança, que sucede a Pentecostes e antecede o Advento da Paixão de Cristo no Calvário. No plano temporal, o verde é a expectativa de bonança para a Diocese, alude às origens do topônimo da cidade sede-diocesana, pelas palmas, e,ainda hoje, pelos canaviais.

Prepondera no escudo, a Cruz - principal símbolo do Cristianismo - de prata por traduzir pureza e simplicidade, ostentando o Sagrado Coração de Jesus que é o próprio Cristo lanceado no Gólgota.

Este emblema do Crucificado, como oportuno, tem o patrocínio de Maria, sua Mãe Gloriosa - Testemunha do Supremo Sacrifício do Filho Unigênito - Mãe de Deus e da Igreja, Rainha do Universo e Guia da Nova Evangelização, que está simbolizada nas letras gregas "MP" e "OY" significativas de "Mãe de Deus".

É Padroeiro dessa Diocese, o Coração de Jesus. Sua devoção é dedicada ao Amor, retratado pelo Coração de Jesus que, no seu abandono na cruz, melhor exprime a Divina Caridade, quando se deixou imolar pela salvação da humanidade.

No fecho da simbologia destas armas eclesiais sobressai, como dileta expressão, o Amor do Sagrado Coração de Cristo aos diocesanos dos Palmares, aqui alegados nas canas de prata, absolutamente heráldicas e simbólicas.

Em sua Missão Evangelizadora, a Diocese dos Palmares deve ser um Sinal do Coração de Jesus na busca árdua pelo melhor serviço a Deus e à sua Igreja Peregrina.

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Dom Acácio

Dom Acácio Rodrigues Alves - 1º Bispo de Palmares.

Dom Acácio Rodrigues Alves, 1º bispo de Palmares

Bispo Emérito da nossa Diocese

Nasceu em Garanhuns, aos 09 dias do mês de abril de 1925, filho de Antonio Alves do Nascimento (falecido em 1946) e Maria Rodrigues Alves (falecida em 1965). Tem dois irmãos ele é o caçula. Foi batizado e crismado em Garanhuns, em 28.04.1925. Fez a 1ª comunhão em 08 de dezembro de 1931

Escolaridade.

  • Curso Primário: Grupo Escolar João Pessoa – Garanhuns, 1931 a 1935.
  • Curso Ginasial e Científico: Colégio Diocesano de Garanhuns, 1936 a 1941.
  • Curso de Filosofia: Seminário de Olinda, 1942 a 1945.
  • Curso de Teologia: Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, 1945 a 1951.
  • Pós-Graduação: Licenciatura em Direito Canônico - Universidade Gregoriana - Colégio Pio Brasileiro, em Roma, 1949 a 1951.

Antes de ser bispo foi Reitor do Seminário Menor São José em Garanhuns; Vigário em Santa Teresinha - Garanhuns. Vigário de Belém de Maria e finalmente Diretor Espiritual do Seminário de Garanhuns.

Tomou a resolução de ser padre no término do curso ginasial, entrando no Seminário de Olinda, no dia 09 de abril de 1942, com 17 anos.

Foi ordenado padre em 12.03.1949 (com 24 anos).

Eleito Bispo em 14 de julho de 1962 (com 37 anos).

Sagrado Bispo em 16 de Setembro de 1962.

Tomou posse na sua 1ª Diocese - Palmares em 23.09.1962

Ao completar 25 anos de bispado, solicitou ao Papa João Paulo II a sua dispensa. Foi substituído por Dom Genival Saraiva de França que assumiu a diocese dos Palmares em 28/10/2000.

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Dom Genival

Dom Genival Saraiva de França - bispo de Palmares

Dom Genival Saraiva de França, filho de José Luiz de França e Maria Brasilina de França, nasceu em Alcantil - PB, no dia 03 de abril de 1938. Recebeu o Batismo na Capela de São José, no dia 12 de agosto de 1938. Com seus oito irmãos, viveu a infância em sua terra natal, onde cursou os estudos primários.

Frequentou a Escola Apostólica dos Padres Salesianos, em Jaboatão dos Guararapes, em 1951, submetendo-se ao exame de admissão ao Ginásio. Cursou o primeiro ano ginasial no Seminário de Olinda, em1952; transferiu-se em 1953, para o Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa, onde fez os estudos de nível médio e o curso de Filosofia.

Cursou a Teologia no Seminário Maior de Viamão – RS, concluindo-o em 1964. Recebeu a Ordenação Sacerdotal na Catedral de Campina Grande, no dia 1º de janeiro de 1965, mediante a imposição das mãos de Dom Manuel Pereira da Costa, então Bispo Diocesano de Campina Grande.

Completou sua formação acadêmica com o curso de Licenciatura em Filosofia, na Universidade Católica de Pernambuco, em 1970, e Mestrado em Pedagogia na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, no período de 1978 a 1981.

Na Diocese de Campina Grande exerceu, entre outras, estas funções: Reitor do Seminário Diocesano Cura d' Ars, Pároco da Catedral, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Coordenador da Pastoral Diocesana, Membro do Conselho Presbiteral, do Conselho Pastoral e do Conselho de Assuntos Econômicos. Vigário Capitular em 1981, e Vigário Geral, desde 1986,

Atuou na Pastoral da Comunicação, na condição de apresentador de programas nas Rádios Caturité e FM Campina Grande e como articulista colaborador em jornais estaduais.

Exerceu atividades docentes na rede particular e estadual de ensino e na Universidade Estadual da Paraíba e Universidade Federal da Paraíba - Campus II.

Foi Secretário de Educação e Cultura do Município de Campina Grande e Membro do Conselho Estadual de Educação, no período de 1986 a 1998.

Atualmente é o Bispo da Diocese dos Palmares.

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Brasão de Armas

Brasão de armas do município de Palmares

O Escudo de Armas do Município dos Palmares foi criado pela Lei Municipal nº 688 de 24 de outubro de 1975.
O Escudo, da autoria do pintor Telles Júnior, é constituído pelo Escudo propriamente dito, ladeado por dois sustentáculos do Escudo, representando os dois chefes da República dos Palmares, Ganga Zumba à sinistra e Zumbi à dextra, como os vigilantes de todo o patrimônio municipal.
O escudo, ornamentado de barras paralelas, alternadamente em blau e branco, representa a Igualdade.
No abismo, um Sol nascendo sobre os montes, iluminando o Rio Una, reflete sobre as águas e sobre os campos a sua força vital, necessária a todo o progresso. Ainda, no coração do escudo, à sinistra, uma cana de açúcar, simbolizando a riqueza do município e da região. À dextra, uma palmeira real, simbolizando a denominação do município. Em contrachefe, fora e abaixo do escudo, um laço em blau, trazendo em ouro a legenda "DEUS-PÁTRIA-FAMÍLIA".
À sinistra do laço a data histórica da criação do município: 24-05-1873. À dextra a data 09-06-1879, lembrando a Emancipação econômica e política dos Palmares.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Engenho Verde

Casa Grande do Engenho Verde Casarão do Engenho Verde cuja construção data do ano de 1841, primeira metade do século XIX.

Projetado pelo engenheiro e político francês Louis Léger Valher que nasceu em Bergerac, no ano de 1815, formado pela Escola Politécnica de Paris, em 1834, onde recebeu o diploma de engenheiro de pontes e calçadas. Veio para o Brasil, em 1839, com 24 anos de idade, trazido pelo Presidente da Província de Pernambuco, Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista.

Foi responsável pela construção do Teatro Santa Isabel em 1850, após ter construído o Casarão do Engenho Verde, quando na ocasião aqui se encontrou depois da estrada na cidade de Água Preta, por influência de Antônio do Rego Barros, detentor das terras de toda Região da Zona da Mata Sul, por afinidades com o Governo do segundo Império e do seu primo,o então Presidente da Província de Pernambuco em meados dos anos de 1838.

O estilo que identifica o Casarão é o neoclássico, com seus arcos que retratam a história dos usineiros e coronéis que viveram no período de introdução da monocultura da cana-de-açúcar.

Seu alpendre em arcos de alvenaria e plantilhário de inspiração neoclássica, com porão parcial cuja porta de acesso encontra-se entaipada é em alvenaria de tijolos.

Sua estrutura externa é entornada e marcada por plantas ornamentais e pomares das mais diversas frutas da região. Ainda preserva piscina de água natural em retângulo, estilo britânico de formas elaboradas quando da presença inglesa na Índia no continente Asiático.

A mobília preserva escrivaninha, armários, cadeiras, mesas em estilo colonial, bem como os quartos com portas e janelas refletindo a época da influência britânica neoclássica.

O Engenho Verde guarda mobília e estrutura a lembrança do seu ilustre filho, Hermilo Borba Filho que nasceu no Casarão em 08 de Julho de 1917, vivendo até os 16 anos com seus pais Hermilo Borba Filho ( Senhor de Engenho) e Irinéia Portela de Carvalho, quando aprendeu as primeiras formas de escrever crônicas, dramaturgia e artigos os mais diversos.

O nome “Engenho Verde” deriva do rio de mesmo nome que o perpassa, cortando-o de forma afiada com suas águas de cor verde refletindo a densa mata (que já não existe), com folhagens das mais diversas plantas, resultado natural de uma estrutura geobotânica rica predominantemente contida em área às vezes acidentadas e às vezes planas, marca maior da estrutura geográfica da localidade.

Texto escrito por Jadiel Barbosa durante a realização do projeto Vivendo Palmares.

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sábado, 20 de junho de 2009

Hino da Padroeira

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

Em tuas terras benditas vivemos,
dos Palmares, nos canaviais
Poderemos deixar de viver,
de te amar deixaremos Jamais

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

Foste grande porque te fizeste
a humilde escrava de Deus
precisamos aqui ser pequenos
pra ser grandes contigo nos céus.

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

A mais bela ventura tiveste
de viver sempre unida a Jesus
também nós, nos amando, teremos
entre nós o teu filho que é luz.

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

No calvário o martírio sofreste
pelo mundo o teu filho doando
nós contigo queremos sofrer
com amor nossa cruz carregando.



O Hino da Padroeira dos Palmares, Nossa Senhora da Conceição dos Montes, é de autoria de D. Acácio Rodrigues Alves

DSC01999 Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes – celebração de Corpus Christi - 2009

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Nossa Bandeira

Bandeira de Palmares

A Bandeira do município dos Palmares, idealizada por Luiz Portela de Carvalho, foi hasteada pela primeira vez no dia 13 de outubro de 1963, na inauguração do Palácio do Bambu, atual sede do governo municipal, quando também pela primeira vez, foi cantado o Hino dos Palmares.
O autor da bandeira foi Baltazar da Câmara, pernambucano de Vitória de Santo Antão, que morreu no ano de 1983.

Cores e significados
No pavilhão municipal o azul representa nosso céu, o branco representa a paz, o sol simboliza a liberdade; a faixa azul na parte inferior representa o rio Una e a cana é a nossa principal cultura.

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Hino Municipal

Na conjunção dos seus canaviais,
a alma verde da gleba está latente,
como esperança que riqueza traz,
tornando o solo forte e independente.
Engenhos, casas-grandes lá de outrora,
que existem pelos campos em Palmares,
são marcos a lembrar, somente agora,
as tradições de fases seculares.

Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!

Os seus dois rios – Una e Piranji,
cujas águas deslizam no torrão,
sempre irmanados, passam por aqui,
a decantar Palmares em canção.
É qual Arcádia, sempre rutilante!
Hipócrene feliz das mais diletas.
Por graça lá do céu edificante
nasceu, assim, a Terra dos Poetas!

É nova Atenas. Honra deste estado.
Aponta ao saber lindo cenário.
Reflete eternas luzes do passado,
nas tradições do Clube Literário.
Salve! Este solo glorioso.
- Que tendo história, tem belezas mil.
- Que o Brasil já tornou tão orgulhoso,
por ser a nova Atenas do Brasil!

Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!

O Hino Municipal dos Palmares, composto da música de Edson Carlos Rodrigues e Nehemias Galdino de Araújo e do poema do escritor Milton Souto, foi oficializado por Ato do Poder Executivo de nº 306 em 03 de outubro de 1963, conforme o Decreto de nº 144, na gestão de Luis Portela de Carvalho.

Ficou instituído pelo Poder Executivo, o dia 13 de outubro dedicado ao Dia do Hino e da Bandeira Municipal, conforme decreto da Câmara Municipal e a Lei sancionada pelo Prefeito do Município.
O Hino Municipal, gravado pelo Coral Madrigal do Recife, deverá ser cantado sempre em coro uníssono.
Conforme a cerimônia, a sua execução será instrumental ou vocal.
Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal nos dias dedicados ao Hino e Bandeira Municipal e Emancipação Política do Município.
Será de uso facultativo a sua execução ou cântico na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, no início ou encerramento de transmissões radiofônicas, bem assim para exprimir regozijo público em ocasiões festivas.
Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal em um dia da semana, nas escolas pertencentes à rede municipal de ensino.

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Origem do nome

Palmares já existia antes do século XVII.

A partir de então, com a formação do quilombo, tomou impulso, fama e ganhou o nome que hoje tem, batizado que foi pelos negros, que chamavam seus habitantes de palmarinos. Não sabemos como era denominada a região dos palmares antes dos negros, num território de 260 quilômetros de extensão por 132 de largura, em faixa paralela à costa, onde se distribuíam cerca de 50 mil habitantes, cuja faixa territorial situava-se entre o Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e a parte norte do curso inferior do Rio São Francisco, no estado de Alagoas.

De 1848 a 1873 Palmares é denominado POVOADO DOS MONTES porque as terras pertenciam à família Montes que construiu uma capela, hoje a Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes, TROMBETAS devido à lenda de que um soldado teria perdido uma trombeta durante uma passagem pelo local, POVOADO DO UNA em homenagem ao rio que banha a região e, finalmente, PALMARES, triunfando assim a denominação dos negros, por força da abundância de palmeiras que vicejavam na região, principalmente babaçu, carnaúba, pindoba, ouricuri e dendê.

Em 13 de maio de 1862 é criada a Comarca dos Palmares, por força da Lei Provincial nº 520.

Em 1868 Palmares é elevado à categoria de Distrito, por força da Lei Provincial nº 844, de 28 de setembro.

Em 1873, por força da Lei Provincial n° 1083, de 24 de maio, é criado o município autônomo, que tomou o nome de Município dos Palmares.

9 de junho de 1879 – Palmares emancipa-se do município de Água Preta, por força da Lei Provincial n° 1458, adquirindo foros de cidade.

Palmares tem muita história para contar. Além de grandes poetas, o município possui o primeiro teatro a funcionar no interior de Pernambuco e o terceiro mais antigo do Estado, além de abrigar a primeira loja maçônica de Pernambuco.

Além da carga histórica da cidade, há também um lado mais bucólico. Existem vários atrativos naturais para os visitantes. O município é cercado por muitas águas. Ideal para quem deseja relaxar e tomar banhos de cachoeiras e corredeiras

Outras opções são as cachoeiras do Caritó e Véu de Noiva. Para chegar lá, no entanto, é preciso muita disposição, já que o caminho é feito entre bambuzais e bananeiras. A Véu de Noiva possui três quedas, sendo a mais alta com 5 metros. A Corredeira do Oratório é formada pelas águas do Rio Una. Contam os moradores de Palmares, que o nome da corredeira foi dado porque os senhores de engenhos matavam seus inimigos às margens, dando-os permissão a uma última oração.

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O Rio Una

A bacia hidrográfica do Una assemelha-se a um grande losango recortado no sentido oeste-leste, onde seus eixos principal e secundário medem, respectivamente, cerca de 240 e 70 km.

O rio Una nasce na serra da Capoeira, a uma altitude de aproximadamente 900 m e percorre cerca de 200 km até seu encontro com o Oceano Atlântico, no município de Barreiros. Drena, ao longo de seu curso, a partir da nascente, as cidades de São Bento do Una, Cachoeirinha, Palmares, Água Preta, Barreiros e áreas dos municípios de Altinho, Agrestina, São Joaquim do Monte, Belém de Maria, Bonito e Catende. O seu escoamento é intermitente até as proximidades da cidade de Altinho, quando a partir daí se torna perene face ao aumento dos índices pluviométricos da região.

O Una corta o município dos Palmares na direção oeste-leste até a Fazenda Couceiro, onde toma a direção sul até encontrar a sede do município, tomando novamente a direção leste até os limites de Água Preta, onde forma a cachoeira dos Martins. O principal tributário é o rio Piranji, situado à margem direita.

O rio Piranji tem início no povoado de Pau Ferro em Quipapá, a uma altitude aproximada de 600 m, drenando ao longo dos seus 72 km de extensão áreas dos municípios de Quipapá, São Benedito do Sul, Maraial, Catende, Palmares e desaguando no rio Una 3 km à montante da cidade dos Palmares.

Além do Piranji, destacam-se alguns cursos de água tributários do Una, sendo os mais importantes o rio Camevou que faz os limites naturais com o município do Bonito; o rio Verde e o rio Preto afluentes da margem esquerda ao norte do município. Pela margem direita destacam-se o rio Parnaso e o Riacho dos Cachorros, este último de grande importância face a sua condição essencial para o sistema de abastecimento de água para a sede do município.

Esses cursos de água foram no passado, em sua maioria, caminhos de penetração para o município, até mesmo para o interior do estado. Ademais, esses cursos destacam-se mais pela importância das indústrias localizadas em suas bacias do que pela sua extensão. A utilização desses rios como fonte de abastecimento de água tem sido prejudicada pelo despejo de caldas provenientes das usinas de açúcar, outro resíduos industriais e esgotos doméstico e hospitalar.



Museu do Una

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Dados Gerais

Palmares é uma das divisões geo-botânicas do nordeste do Brasil. Os palmares constituem originalidade da vegetação nordestina. Altos, densos, geralmente puros e de uma só espécie de palmeiras de natureza xerófila ou higrófila. Outros existem com mistura de três ou quatro espécies de árvores de porte alto. Dentre as palmeiras que vegetam nessa região, sobrelevam-se a carnaúba (Copernica cerifica), a buriti (Mauritia vinifera), a buritana (Mauritia axulenta), a bacaba (Denocarpus distichus), o babaçu (Orbignia martiana), etc. Tais zonas se desenvolvem na Bahia, Piauí, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Paraíba, rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.

Palmares foi um famoso quilombo do interior pernambucano e alagoano, dirigido pelo valente Zumbi.

A sede do município dista 104 km em linha reta e 128 km pela BR-101 de Recife, a capital do estado; 145 km de Garanhuns e 223 de Maceió, a capital do estado de Alagoas.

Situa-se a 125 metros acima do nível do mar.

Limita-se ao norte com o município do Bonito, a nordeste e leste com Joaquim Nabuco, ao sul com Xexéu, a sudeste com Água Preta e a oeste com Catende.

O clima predominante é do tipo quente e úmido, com chuvas de inverno e temperaturas máximas de 32 ºC e mínimas de 18 ºC.

O relevo é, em sua quase totalidade, moldado em rochas do pré-cambriano, predominantemente granito, gnaisses e xistos. A parte sedimentar é representada por argilas variegadas, arenitos e cascalhos. Predomina o latossolo vermelho-amarelo.

A topografia, predominantemente ondulada, caracteriza-se por um conjunto de morros e colinas com altitudes não superiores a 120 m e pediplanos resultantes do alargamento do vale do rio Una e seus afluentes.

Sua flora é composta por restos da vegetação primitiva da Mata Atlântica, algumas espécies arbóreas de alto valor econômico podem ser ainda encontradas testemunhando o que foi a floresta nativa. Entre outras, pode-se detectar a presença da urucuba, louro, ipê amarelo, jatobá, pau-ferro, jacarandá mimoso e rosa, maçaranduba, pau d'arco, oiticica, camaçari rosa e branco, sucupira roxa e branca, etc.

O município dos Palmares faz parte da microrregião homogênea denominada mata úmida, contida totalmente na Bacia do Una.

Datas importantes ->

· Criação da Comarca formada a partir dos termos de Barreiros e Água Preta - 13 de maio de 1862
· Criação da freguesia de Nossa Senhora dos Montes - em 28 de maio de 1868
· Criação da vila - em 24 de maio de 1873
· Primeira sessão da Câmara de Água Preta em Palmares - 26 de setembro de 1873
· Elevação a cidade - em 09 de junho de 1879
· Criação do distrito de Palmares - em 28 de novembro de 1892
· Constituição do município - em 13 de janeiro de 1893
· Criação da comarca - em 23 de maio de 1906
· Data Cívica é comemorada em 09 de junho

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Minha Palmares

Esta página tem como objetivo divulgar o município dos Palmares conhecido como a "Terra dos Poetas" e a "Pérola do Una".
É uma homenagem a todos os palmarenses de nascimento e de coração. Destina-se também a oferecer material de consulta aos estudantes.
Palmares tem muita história para contar. Além de grandes poetas, o município possui o primeiro teatro a funcionar no interior de Pernambuco e o terceiro mais antigo do Estado, além de abrigar a primeira loja maçônica de Pernambuco.
Além da carga histórica da cidade, há também um lado mais bucólico. Existem vários atrativos naturais para os visitantes. O município é cercado por muitas águas. Ideal para quem deseja relaxar e tomar banhos de cachoeiras e corredeiras
Publicado em outubro de 2004, no Geocities, com o nome de “Vivendo Palmares”, este blog reflete o trabalho realizado pela equipe responsável por um projeto de mesmo nome.
O Projeto Vivendo Palmares nasceu da parceria da Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco (Seduc) com o Instituto Telemar Educação - Projeto Telemar Educação (PTE) e Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (EF-USP).
A idéia do Vivendo Palmares surgiu da constatação de que nossos alunos e comunidade em geral não conheciam nossa história e cultura.
Este projeto foi trabalhado com os alunos de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental da Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros - EPAM, com a colaboração de alunos do Ensino Médio, no período de agosto a novembro de 2004.
Como resultado das pesquisas realizadas nasceu o site, que tem como objetivo divulgar a "Terra dos Poetas", além de se constituir em fonte permanente de pesquisa. Embora o projeto esteja concluído, o site terá constantes atualizações.
A Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros - EPAM, localizada à Rua Diário de Pernambuco, s/n, Palmares-PE, pertence à rede oficial do estado de Pernambuco.

Responsáveis pelo projeto:
fotopeq Amara Maria Pedrosa Silva ... brasileira, nordestina, pernambucana, palmarense e professora!
Palmarense de nascimento e de coração, filha de Luiz da Cunha Pedrosa e Irene dos Santos Pedrosa, mãe de Valdir, Valmir e Vilmar, avó de Mateus.
Licenciada em Ciências, com habilitação em Biologia pela Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul FAMASUL, Palmares-PE (1986) e Especialista em Ensino de Biologia pela UFRPE (2006). Cursando Mídias na Educação (UFRPE) e Gestão e Tecnologias (PUC-SP).
Professora concursada da rede oficial de ensino do estado de Pernambuco, leciona Biologia e Ciências na Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros - Palmares.
Ex-professora do Colégio de N. Sra. de Lourdes, Colégio Diocesano, Colégio Municipal Fernando Augusto Pinto Ribeiro e Escola Mons. Abílio Américo Galvão – Palmares

Jadiel Barbosa de Lima, palmarense, filho de Olímpio Barbosa de Lima e Santina Miguel de Lima. É pai de Igor, Ingrid e Zózimo.
Licenciado em História e Pós-graduado em História do Brasil pela FAMASUL - Palmares – PE
Professor concursado da rede oficial de ensino do estado de Pernambuco, leciona na Faculdade de Formação de Professores da Mata-Sul (FAMASUL) e na Escola de Referência em Ensino Médio de Palmares.

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