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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Rabeca

Rabeca, mestre do caboclinho e do pastoril

José Francisco Lins, o popular Rabeca, foi Mestre do Caboclinho, trabalhador rural, guarda municipal e pedreiro. Nasceu em 27/12/1903 e faleceu em 23/11/1984.

Casado com Maria Salvina.

Com 14 anos já trabalhava no campo em Palmares.

Em dezembro de 1924, aos 21 anos, criou o Pastoril do Velho Rabeca, uma das maiores atrações na festa de Nossa Senhora da Conceição, tradicional festa palmarense. O Pastoril era formado por mulheres sozinhas e do baixo meretrício e era preparado por ele mesmo.

Rabeca, nome com o qual ficou conhecido para sempre, lhe foi dado por causa de sua constituição física à época da formação do pastoril. Era extremamente magro e comprido.

Com o pastoril, rabeca alegrou várias gerações de Palmares e das cidades vizinhas.

Desde os anos 40, as crianças de Palmares passaram a conviver com o alegre rabeca nas quartas-feiras de cinzas, quando ele resolveu criar o bloco de caboclinhos “Índio da Floresta”, com ele mesmo fantasiado de índio velho, à frente dos seus filhos e de algumas crianças da rua onde morava.

Mantendo sacrificadamente, sem interrupção, por mais de 60 anos, o Pastoril, e por mais de 40 anos o Bloco de Caboclinhos, o velho Rabeca era um autêntico artista popular da cidade dos Palmares, que até a hora de sua morte viveu praticamente marginalizado, sem reconhecimento e sem uma efetiva proteção e incentivo para a manifestação de sua arte.

4 comentários

Inaldo Felix disse...

Fiquei muito feliz quando, por acaso, encontrei este blog e mais feliz ainda por ele pertencer a "minha" professora de ciências do antigo antigo primeiro grau maior, hoje ensino fundamental, do Colégio Diocesano de Palmares, entre os anos 74 a 77. Professora Amara! mais feliz estou porque pela primeira vez leio algo sobre o artista popular palmarense RABECA, que infelizmente vive esquecido pelo poder público. Parabéns professora Amara.

Amara disse...

Inaldo,

Grata pelo comentário e pela lembrança.
Pois é, o passado de nossa cidade está ficando cada dia mais esquecido.
Abraços.

Lumena disse...

Parabéns, pelo blog.
Palmares necessita urgentemente manter viva a sua memória cultural.

baby fashion disse...

Eu procuro por um engenheiro agrônomo da usina treze de maio, que trabalhou lá por volta de 1976, será que você podee ajudar, eu só sei o primeiro nome dele, se chama Luciano. Ele éeu pai, mas, minha mãe não revela .ais detalhes

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