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quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Diocese

A Diocese dos Palmares foi criada aos dois de fevereiro de 1962, tendo como primeiro bispo Dom Acácio Rodrigues Alves, sagrado no dia 16 de setembro de 1962 e empossado a 23 de setembro do mesmo ano.

Limita-se ao norte com a Arquidiocese de Olinda e Recife; ao leste com o Oceano Atlântico; ao sul com a Arquidiocese de Maceió e a oeste com a Diocese de Garanhuns.

Brasão Eclesial da Diocese dos Palmares

Brasão Eclesial da Diocese dos Palmares

Descrição:

Escudo: de verde, uma cruz de prata, firmada nos seus bordos, da qual brotam, no contra-chefe, duas canas; sobre o contra-chefe, à direita, as letras "MP" e à esquerda, as letras "OY", sendo tudo do mesmo metal. Sobre o centro da cruz, um coração de vermelho, flamejante, lanceado e gotado do mesmo esmalte.

Insígnias: Mitra dourada e forrada de vermelho, Cruz Processional e Báculo, ambos de ouro.

Comentário:

O verde, do campo do escudo, é a cor litúrgica da esperança, que sucede a Pentecostes e antecede o Advento da Paixão de Cristo no Calvário. No plano temporal, o verde é a expectativa de bonança para a Diocese, alude às origens do topônimo da cidade sede-diocesana, pelas palmas, e,ainda hoje, pelos canaviais.

Prepondera no escudo, a Cruz - principal símbolo do Cristianismo - de prata por traduzir pureza e simplicidade, ostentando o Sagrado Coração de Jesus que é o próprio Cristo lanceado no Gólgota.

Este emblema do Crucificado, como oportuno, tem o patrocínio de Maria, sua Mãe Gloriosa - Testemunha do Supremo Sacrifício do Filho Unigênito - Mãe de Deus e da Igreja, Rainha do Universo e Guia da Nova Evangelização, que está simbolizada nas letras gregas "MP" e "OY" significativas de "Mãe de Deus".

É Padroeiro dessa Diocese, o Coração de Jesus. Sua devoção é dedicada ao Amor, retratado pelo Coração de Jesus que, no seu abandono na cruz, melhor exprime a Divina Caridade, quando se deixou imolar pela salvação da humanidade.

No fecho da simbologia destas armas eclesiais sobressai, como dileta expressão, o Amor do Sagrado Coração de Cristo aos diocesanos dos Palmares, aqui alegados nas canas de prata, absolutamente heráldicas e simbólicas.

Em sua Missão Evangelizadora, a Diocese dos Palmares deve ser um Sinal do Coração de Jesus na busca árdua pelo melhor serviço a Deus e à sua Igreja Peregrina.

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Dom Acácio

Dom Acácio Rodrigues Alves - 1º Bispo de Palmares.

Dom Acácio Rodrigues Alves, 1º bispo de Palmares

Bispo Emérito da nossa Diocese

Nasceu em Garanhuns, aos 09 dias do mês de abril de 1925, filho de Antonio Alves do Nascimento (falecido em 1946) e Maria Rodrigues Alves (falecida em 1965). Tem dois irmãos ele é o caçula. Foi batizado e crismado em Garanhuns, em 28.04.1925. Fez a 1ª comunhão em 08 de dezembro de 1931

Escolaridade.

  • Curso Primário: Grupo Escolar João Pessoa – Garanhuns, 1931 a 1935.
  • Curso Ginasial e Científico: Colégio Diocesano de Garanhuns, 1936 a 1941.
  • Curso de Filosofia: Seminário de Olinda, 1942 a 1945.
  • Curso de Teologia: Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, 1945 a 1951.
  • Pós-Graduação: Licenciatura em Direito Canônico - Universidade Gregoriana - Colégio Pio Brasileiro, em Roma, 1949 a 1951.

Antes de ser bispo foi Reitor do Seminário Menor São José em Garanhuns; Vigário em Santa Teresinha - Garanhuns. Vigário de Belém de Maria e finalmente Diretor Espiritual do Seminário de Garanhuns.

Tomou a resolução de ser padre no término do curso ginasial, entrando no Seminário de Olinda, no dia 09 de abril de 1942, com 17 anos.

Foi ordenado padre em 12.03.1949 (com 24 anos).

Eleito Bispo em 14 de julho de 1962 (com 37 anos).

Sagrado Bispo em 16 de Setembro de 1962.

Tomou posse na sua 1ª Diocese - Palmares em 23.09.1962

Ao completar 25 anos de bispado, solicitou ao Papa João Paulo II a sua dispensa. Foi substituído por Dom Genival Saraiva de França que assumiu a diocese dos Palmares em 28/10/2000.

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Dom Genival

Dom Genival Saraiva de França - bispo de Palmares

Dom Genival Saraiva de França, filho de José Luiz de França e Maria Brasilina de França, nasceu em Alcantil - PB, no dia 03 de abril de 1938. Recebeu o Batismo na Capela de São José, no dia 12 de agosto de 1938. Com seus oito irmãos, viveu a infância em sua terra natal, onde cursou os estudos primários.

Frequentou a Escola Apostólica dos Padres Salesianos, em Jaboatão dos Guararapes, em 1951, submetendo-se ao exame de admissão ao Ginásio. Cursou o primeiro ano ginasial no Seminário de Olinda, em1952; transferiu-se em 1953, para o Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa, onde fez os estudos de nível médio e o curso de Filosofia.

Cursou a Teologia no Seminário Maior de Viamão – RS, concluindo-o em 1964. Recebeu a Ordenação Sacerdotal na Catedral de Campina Grande, no dia 1º de janeiro de 1965, mediante a imposição das mãos de Dom Manuel Pereira da Costa, então Bispo Diocesano de Campina Grande.

Completou sua formação acadêmica com o curso de Licenciatura em Filosofia, na Universidade Católica de Pernambuco, em 1970, e Mestrado em Pedagogia na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, no período de 1978 a 1981.

Na Diocese de Campina Grande exerceu, entre outras, estas funções: Reitor do Seminário Diocesano Cura d' Ars, Pároco da Catedral, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Coordenador da Pastoral Diocesana, Membro do Conselho Presbiteral, do Conselho Pastoral e do Conselho de Assuntos Econômicos. Vigário Capitular em 1981, e Vigário Geral, desde 1986,

Atuou na Pastoral da Comunicação, na condição de apresentador de programas nas Rádios Caturité e FM Campina Grande e como articulista colaborador em jornais estaduais.

Exerceu atividades docentes na rede particular e estadual de ensino e na Universidade Estadual da Paraíba e Universidade Federal da Paraíba - Campus II.

Foi Secretário de Educação e Cultura do Município de Campina Grande e Membro do Conselho Estadual de Educação, no período de 1986 a 1998.

Atualmente é o Bispo da Diocese dos Palmares.

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Brasão de Armas

Brasão de armas do município de Palmares

O Escudo de Armas do Município dos Palmares foi criado pela Lei Municipal nº 688 de 24 de outubro de 1975.
O Escudo, da autoria do pintor Telles Júnior, é constituído pelo Escudo propriamente dito, ladeado por dois sustentáculos do Escudo, representando os dois chefes da República dos Palmares, Ganga Zumba à sinistra e Zumbi à dextra, como os vigilantes de todo o patrimônio municipal.
O escudo, ornamentado de barras paralelas, alternadamente em blau e branco, representa a Igualdade.
No abismo, um Sol nascendo sobre os montes, iluminando o Rio Una, reflete sobre as águas e sobre os campos a sua força vital, necessária a todo o progresso. Ainda, no coração do escudo, à sinistra, uma cana de açúcar, simbolizando a riqueza do município e da região. À dextra, uma palmeira real, simbolizando a denominação do município. Em contrachefe, fora e abaixo do escudo, um laço em blau, trazendo em ouro a legenda "DEUS-PÁTRIA-FAMÍLIA".
À sinistra do laço a data histórica da criação do município: 24-05-1873. À dextra a data 09-06-1879, lembrando a Emancipação econômica e política dos Palmares.

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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Engenho Verde

Casa Grande do Engenho Verde Casarão do Engenho Verde cuja construção data do ano de 1841, primeira metade do século XIX.

Projetado pelo engenheiro e político francês Louis Léger Valher que nasceu em Bergerac, no ano de 1815, formado pela Escola Politécnica de Paris, em 1834, onde recebeu o diploma de engenheiro de pontes e calçadas. Veio para o Brasil, em 1839, com 24 anos de idade, trazido pelo Presidente da Província de Pernambuco, Francisco do Rego Barros, o Conde da Boa Vista.

Foi responsável pela construção do Teatro Santa Isabel em 1850, após ter construído o Casarão do Engenho Verde, quando na ocasião aqui se encontrou depois da estrada na cidade de Água Preta, por influência de Antônio do Rego Barros, detentor das terras de toda Região da Zona da Mata Sul, por afinidades com o Governo do segundo Império e do seu primo,o então Presidente da Província de Pernambuco em meados dos anos de 1838.

O estilo que identifica o Casarão é o neoclássico, com seus arcos que retratam a história dos usineiros e coronéis que viveram no período de introdução da monocultura da cana-de-açúcar.

Seu alpendre em arcos de alvenaria e plantilhário de inspiração neoclássica, com porão parcial cuja porta de acesso encontra-se entaipada é em alvenaria de tijolos.

Sua estrutura externa é entornada e marcada por plantas ornamentais e pomares das mais diversas frutas da região. Ainda preserva piscina de água natural em retângulo, estilo britânico de formas elaboradas quando da presença inglesa na Índia no continente Asiático.

A mobília preserva escrivaninha, armários, cadeiras, mesas em estilo colonial, bem como os quartos com portas e janelas refletindo a época da influência britânica neoclássica.

O Engenho Verde guarda mobília e estrutura a lembrança do seu ilustre filho, Hermilo Borba Filho que nasceu no Casarão em 08 de Julho de 1917, vivendo até os 16 anos com seus pais Hermilo Borba Filho ( Senhor de Engenho) e Irinéia Portela de Carvalho, quando aprendeu as primeiras formas de escrever crônicas, dramaturgia e artigos os mais diversos.

O nome “Engenho Verde” deriva do rio de mesmo nome que o perpassa, cortando-o de forma afiada com suas águas de cor verde refletindo a densa mata (que já não existe), com folhagens das mais diversas plantas, resultado natural de uma estrutura geobotânica rica predominantemente contida em área às vezes acidentadas e às vezes planas, marca maior da estrutura geográfica da localidade.

Texto escrito por Jadiel Barbosa durante a realização do projeto Vivendo Palmares.

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sábado, 20 de junho de 2009

Hino da Padroeira

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

Em tuas terras benditas vivemos,
dos Palmares, nos canaviais
Poderemos deixar de viver,
de te amar deixaremos Jamais

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

Foste grande porque te fizeste
a humilde escrava de Deus
precisamos aqui ser pequenos
pra ser grandes contigo nos céus.

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

A mais bela ventura tiveste
de viver sempre unida a Jesus
também nós, nos amando, teremos
entre nós o teu filho que é luz.

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

No calvário o martírio sofreste
pelo mundo o teu filho doando
nós contigo queremos sofrer
com amor nossa cruz carregando.



O Hino da Padroeira dos Palmares, Nossa Senhora da Conceição dos Montes, é de autoria de D. Acácio Rodrigues Alves

DSC01999 Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes – celebração de Corpus Christi - 2009

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Nossa Bandeira

Bandeira de Palmares

A Bandeira do município dos Palmares, idealizada por Luiz Portela de Carvalho, foi hasteada pela primeira vez no dia 13 de outubro de 1963, na inauguração do Palácio do Bambu, atual sede do governo municipal, quando também pela primeira vez, foi cantado o Hino dos Palmares.
O autor da bandeira foi Baltazar da Câmara, pernambucano de Vitória de Santo Antão, que morreu no ano de 1983.

Cores e significados
No pavilhão municipal o azul representa nosso céu, o branco representa a paz, o sol simboliza a liberdade; a faixa azul na parte inferior representa o rio Una e a cana é a nossa principal cultura.

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Hino Municipal

Na conjunção dos seus canaviais,
a alma verde da gleba está latente,
como esperança que riqueza traz,
tornando o solo forte e independente.
Engenhos, casas-grandes lá de outrora,
que existem pelos campos em Palmares,
são marcos a lembrar, somente agora,
as tradições de fases seculares.

Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!

Os seus dois rios – Una e Piranji,
cujas águas deslizam no torrão,
sempre irmanados, passam por aqui,
a decantar Palmares em canção.
É qual Arcádia, sempre rutilante!
Hipócrene feliz das mais diletas.
Por graça lá do céu edificante
nasceu, assim, a Terra dos Poetas!

É nova Atenas. Honra deste estado.
Aponta ao saber lindo cenário.
Reflete eternas luzes do passado,
nas tradições do Clube Literário.
Salve! Este solo glorioso.
- Que tendo história, tem belezas mil.
- Que o Brasil já tornou tão orgulhoso,
por ser a nova Atenas do Brasil!

Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!

O Hino Municipal dos Palmares, composto da música de Edson Carlos Rodrigues e Nehemias Galdino de Araújo e do poema do escritor Milton Souto, foi oficializado por Ato do Poder Executivo de nº 306 em 03 de outubro de 1963, conforme o Decreto de nº 144, na gestão de Luis Portela de Carvalho.

Ficou instituído pelo Poder Executivo, o dia 13 de outubro dedicado ao Dia do Hino e da Bandeira Municipal, conforme decreto da Câmara Municipal e a Lei sancionada pelo Prefeito do Município.
O Hino Municipal, gravado pelo Coral Madrigal do Recife, deverá ser cantado sempre em coro uníssono.
Conforme a cerimônia, a sua execução será instrumental ou vocal.
Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal nos dias dedicados ao Hino e Bandeira Municipal e Emancipação Política do Município.
Será de uso facultativo a sua execução ou cântico na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, no início ou encerramento de transmissões radiofônicas, bem assim para exprimir regozijo público em ocasiões festivas.
Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal em um dia da semana, nas escolas pertencentes à rede municipal de ensino.

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Origem do nome

Palmares já existia antes do século XVII.

A partir de então, com a formação do quilombo, tomou impulso, fama e ganhou o nome que hoje tem, batizado que foi pelos negros, que chamavam seus habitantes de palmarinos. Não sabemos como era denominada a região dos palmares antes dos negros, num território de 260 quilômetros de extensão por 132 de largura, em faixa paralela à costa, onde se distribuíam cerca de 50 mil habitantes, cuja faixa territorial situava-se entre o Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e a parte norte do curso inferior do Rio São Francisco, no estado de Alagoas.

De 1848 a 1873 Palmares é denominado POVOADO DOS MONTES porque as terras pertenciam à família Montes que construiu uma capela, hoje a Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes, TROMBETAS devido à lenda de que um soldado teria perdido uma trombeta durante uma passagem pelo local, POVOADO DO UNA em homenagem ao rio que banha a região e, finalmente, PALMARES, triunfando assim a denominação dos negros, por força da abundância de palmeiras que vicejavam na região, principalmente babaçu, carnaúba, pindoba, ouricuri e dendê.

Em 13 de maio de 1862 é criada a Comarca dos Palmares, por força da Lei Provincial nº 520.

Em 1868 Palmares é elevado à categoria de Distrito, por força da Lei Provincial nº 844, de 28 de setembro.

Em 1873, por força da Lei Provincial n° 1083, de 24 de maio, é criado o município autônomo, que tomou o nome de Município dos Palmares.

9 de junho de 1879 – Palmares emancipa-se do município de Água Preta, por força da Lei Provincial n° 1458, adquirindo foros de cidade.

Palmares tem muita história para contar. Além de grandes poetas, o município possui o primeiro teatro a funcionar no interior de Pernambuco e o terceiro mais antigo do Estado, além de abrigar a primeira loja maçônica de Pernambuco.

Além da carga histórica da cidade, há também um lado mais bucólico. Existem vários atrativos naturais para os visitantes. O município é cercado por muitas águas. Ideal para quem deseja relaxar e tomar banhos de cachoeiras e corredeiras

Outras opções são as cachoeiras do Caritó e Véu de Noiva. Para chegar lá, no entanto, é preciso muita disposição, já que o caminho é feito entre bambuzais e bananeiras. A Véu de Noiva possui três quedas, sendo a mais alta com 5 metros. A Corredeira do Oratório é formada pelas águas do Rio Una. Contam os moradores de Palmares, que o nome da corredeira foi dado porque os senhores de engenhos matavam seus inimigos às margens, dando-os permissão a uma última oração.

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O Rio Una

A bacia hidrográfica do Una assemelha-se a um grande losango recortado no sentido oeste-leste, onde seus eixos principal e secundário medem, respectivamente, cerca de 240 e 70 km.

O rio Una nasce na serra da Capoeira, a uma altitude de aproximadamente 900 m e percorre cerca de 200 km até seu encontro com o Oceano Atlântico, no município de Barreiros. Drena, ao longo de seu curso, a partir da nascente, as cidades de São Bento do Una, Cachoeirinha, Palmares, Água Preta, Barreiros e áreas dos municípios de Altinho, Agrestina, São Joaquim do Monte, Belém de Maria, Bonito e Catende. O seu escoamento é intermitente até as proximidades da cidade de Altinho, quando a partir daí se torna perene face ao aumento dos índices pluviométricos da região.

O Una corta o município dos Palmares na direção oeste-leste até a Fazenda Couceiro, onde toma a direção sul até encontrar a sede do município, tomando novamente a direção leste até os limites de Água Preta, onde forma a cachoeira dos Martins. O principal tributário é o rio Piranji, situado à margem direita.

O rio Piranji tem início no povoado de Pau Ferro em Quipapá, a uma altitude aproximada de 600 m, drenando ao longo dos seus 72 km de extensão áreas dos municípios de Quipapá, São Benedito do Sul, Maraial, Catende, Palmares e desaguando no rio Una 3 km à montante da cidade dos Palmares.

Além do Piranji, destacam-se alguns cursos de água tributários do Una, sendo os mais importantes o rio Camevou que faz os limites naturais com o município do Bonito; o rio Verde e o rio Preto afluentes da margem esquerda ao norte do município. Pela margem direita destacam-se o rio Parnaso e o Riacho dos Cachorros, este último de grande importância face a sua condição essencial para o sistema de abastecimento de água para a sede do município.

Esses cursos de água foram no passado, em sua maioria, caminhos de penetração para o município, até mesmo para o interior do estado. Ademais, esses cursos destacam-se mais pela importância das indústrias localizadas em suas bacias do que pela sua extensão. A utilização desses rios como fonte de abastecimento de água tem sido prejudicada pelo despejo de caldas provenientes das usinas de açúcar, outro resíduos industriais e esgotos doméstico e hospitalar.



Museu do Una

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Dados Gerais

Palmares é uma das divisões geo-botânicas do nordeste do Brasil. Os palmares constituem originalidade da vegetação nordestina. Altos, densos, geralmente puros e de uma só espécie de palmeiras de natureza xerófila ou higrófila. Outros existem com mistura de três ou quatro espécies de árvores de porte alto. Dentre as palmeiras que vegetam nessa região, sobrelevam-se a carnaúba (Copernica cerifica), a buriti (Mauritia vinifera), a buritana (Mauritia axulenta), a bacaba (Denocarpus distichus), o babaçu (Orbignia martiana), etc. Tais zonas se desenvolvem na Bahia, Piauí, Maranhão, Pernambuco, Ceará, Paraíba, rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe.

Palmares foi um famoso quilombo do interior pernambucano e alagoano, dirigido pelo valente Zumbi.

A sede do município dista 104 km em linha reta e 128 km pela BR-101 de Recife, a capital do estado; 145 km de Garanhuns e 223 de Maceió, a capital do estado de Alagoas.

Situa-se a 125 metros acima do nível do mar.

Limita-se ao norte com o município do Bonito, a nordeste e leste com Joaquim Nabuco, ao sul com Xexéu, a sudeste com Água Preta e a oeste com Catende.

O clima predominante é do tipo quente e úmido, com chuvas de inverno e temperaturas máximas de 32 ºC e mínimas de 18 ºC.

O relevo é, em sua quase totalidade, moldado em rochas do pré-cambriano, predominantemente granito, gnaisses e xistos. A parte sedimentar é representada por argilas variegadas, arenitos e cascalhos. Predomina o latossolo vermelho-amarelo.

A topografia, predominantemente ondulada, caracteriza-se por um conjunto de morros e colinas com altitudes não superiores a 120 m e pediplanos resultantes do alargamento do vale do rio Una e seus afluentes.

Sua flora é composta por restos da vegetação primitiva da Mata Atlântica, algumas espécies arbóreas de alto valor econômico podem ser ainda encontradas testemunhando o que foi a floresta nativa. Entre outras, pode-se detectar a presença da urucuba, louro, ipê amarelo, jatobá, pau-ferro, jacarandá mimoso e rosa, maçaranduba, pau d'arco, oiticica, camaçari rosa e branco, sucupira roxa e branca, etc.

O município dos Palmares faz parte da microrregião homogênea denominada mata úmida, contida totalmente na Bacia do Una.

Datas importantes ->

· Criação da Comarca formada a partir dos termos de Barreiros e Água Preta - 13 de maio de 1862
· Criação da freguesia de Nossa Senhora dos Montes - em 28 de maio de 1868
· Criação da vila - em 24 de maio de 1873
· Primeira sessão da Câmara de Água Preta em Palmares - 26 de setembro de 1873
· Elevação a cidade - em 09 de junho de 1879
· Criação do distrito de Palmares - em 28 de novembro de 1892
· Constituição do município - em 13 de janeiro de 1893
· Criação da comarca - em 23 de maio de 1906
· Data Cívica é comemorada em 09 de junho

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Minha Palmares

Esta página tem como objetivo divulgar o município dos Palmares conhecido como a "Terra dos Poetas" e a "Pérola do Una".
É uma homenagem a todos os palmarenses de nascimento e de coração. Destina-se também a oferecer material de consulta aos estudantes.
Palmares tem muita história para contar. Além de grandes poetas, o município possui o primeiro teatro a funcionar no interior de Pernambuco e o terceiro mais antigo do Estado, além de abrigar a primeira loja maçônica de Pernambuco.
Além da carga histórica da cidade, há também um lado mais bucólico. Existem vários atrativos naturais para os visitantes. O município é cercado por muitas águas. Ideal para quem deseja relaxar e tomar banhos de cachoeiras e corredeiras
Publicado em outubro de 2004, no Geocities, com o nome de “Vivendo Palmares”, este blog reflete o trabalho realizado pela equipe responsável por um projeto de mesmo nome.
O Projeto Vivendo Palmares nasceu da parceria da Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco (Seduc) com o Instituto Telemar Educação - Projeto Telemar Educação (PTE) e Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (EF-USP).
A idéia do Vivendo Palmares surgiu da constatação de que nossos alunos e comunidade em geral não conheciam nossa história e cultura.
Este projeto foi trabalhado com os alunos de 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental da Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros - EPAM, com a colaboração de alunos do Ensino Médio, no período de agosto a novembro de 2004.
Como resultado das pesquisas realizadas nasceu o site, que tem como objetivo divulgar a "Terra dos Poetas", além de se constituir em fonte permanente de pesquisa. Embora o projeto esteja concluído, o site terá constantes atualizações.
A Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros - EPAM, localizada à Rua Diário de Pernambuco, s/n, Palmares-PE, pertence à rede oficial do estado de Pernambuco.

Responsáveis pelo projeto:
fotopeq Amara Maria Pedrosa Silva ... brasileira, nordestina, pernambucana, palmarense e professora!
Palmarense de nascimento e de coração, filha de Luiz da Cunha Pedrosa e Irene dos Santos Pedrosa, mãe de Valdir, Valmir e Vilmar, avó de Mateus.
Licenciada em Ciências, com habilitação em Biologia pela Faculdade de Formação de Professores da Mata Sul FAMASUL, Palmares-PE (1986) e Especialista em Ensino de Biologia pela UFRPE (2006). Cursando Mídias na Educação (UFRPE) e Gestão e Tecnologias (PUC-SP).
Professora concursada da rede oficial de ensino do estado de Pernambuco, leciona Biologia e Ciências na Escola Dr. Pedro Afonso de Medeiros - Palmares.
Ex-professora do Colégio de N. Sra. de Lourdes, Colégio Diocesano, Colégio Municipal Fernando Augusto Pinto Ribeiro e Escola Mons. Abílio Américo Galvão – Palmares

Jadiel Barbosa de Lima, palmarense, filho de Olímpio Barbosa de Lima e Santina Miguel de Lima. É pai de Igor, Ingrid e Zózimo.
Licenciado em História e Pós-graduado em História do Brasil pela FAMASUL - Palmares – PE
Professor concursado da rede oficial de ensino do estado de Pernambuco, leciona na Faculdade de Formação de Professores da Mata-Sul (FAMASUL) e na Escola de Referência em Ensino Médio de Palmares.

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