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quarta-feira, 24 de junho de 2009

A Diocese

A Diocese dos Palmares foi criada aos dois de fevereiro de 1962, tendo como primeiro bispo Dom Acácio Rodrigues Alves, sagrado no dia 16 de setembro de 1962 e empossado a 23 de setembro do mesmo ano.

Limita-se ao norte com a Arquidiocese de Olinda e Recife; ao leste com o Oceano Atlântico; ao sul com a Arquidiocese de Maceió e a oeste com a Diocese de Garanhuns.

Brasão Eclesial da Diocese dos Palmares

Brasão Eclesial da Diocese dos Palmares

Descrição:

Escudo: de verde, uma cruz de prata, firmada nos seus bordos, da qual brotam, no contra-chefe, duas canas; sobre o contra-chefe, à direita, as letras "MP" e à esquerda, as letras "OY", sendo tudo do mesmo metal. Sobre o centro da cruz, um coração de vermelho, flamejante, lanceado e gotado do mesmo esmalte.

Insígnias: Mitra dourada e forrada de vermelho, Cruz Processional e Báculo, ambos de ouro.

Comentário:

O verde, do campo do escudo, é a cor litúrgica da esperança, que sucede a Pentecostes e antecede o Advento da Paixão de Cristo no Calvário. No plano temporal, o verde é a expectativa de bonança para a Diocese, alude às origens do topônimo da cidade sede-diocesana, pelas palmas, e,ainda hoje, pelos canaviais.

Prepondera no escudo, a Cruz - principal símbolo do Cristianismo - de prata por traduzir pureza e simplicidade, ostentando o Sagrado Coração de Jesus que é o próprio Cristo lanceado no Gólgota.

Este emblema do Crucificado, como oportuno, tem o patrocínio de Maria, sua Mãe Gloriosa - Testemunha do Supremo Sacrifício do Filho Unigênito - Mãe de Deus e da Igreja, Rainha do Universo e Guia da Nova Evangelização, que está simbolizada nas letras gregas "MP" e "OY" significativas de "Mãe de Deus".

É Padroeiro dessa Diocese, o Coração de Jesus. Sua devoção é dedicada ao Amor, retratado pelo Coração de Jesus que, no seu abandono na cruz, melhor exprime a Divina Caridade, quando se deixou imolar pela salvação da humanidade.

No fecho da simbologia destas armas eclesiais sobressai, como dileta expressão, o Amor do Sagrado Coração de Cristo aos diocesanos dos Palmares, aqui alegados nas canas de prata, absolutamente heráldicas e simbólicas.

Em sua Missão Evangelizadora, a Diocese dos Palmares deve ser um Sinal do Coração de Jesus na busca árdua pelo melhor serviço a Deus e à sua Igreja Peregrina.

Dom Acácio

Dom Acácio Rodrigues Alves - 1º Bispo de Palmares.

Dom Acácio Rodrigues Alves, 1º bispo de Palmares

Bispo Emérito da nossa Diocese

Nasceu em Garanhuns, aos 09 dias do mês de abril de 1925, filho de Antonio Alves do Nascimento (falecido em 1946) e Maria Rodrigues Alves (falecida em 1965). Tem dois irmãos ele é o caçula. Foi batizado e crismado em Garanhuns, em 28.04.1925. Fez a 1ª comunhão em 08 de dezembro de 1931

Escolaridade.

  • Curso Primário: Grupo Escolar João Pessoa – Garanhuns, 1931 a 1935.
  • Curso Ginasial e Científico: Colégio Diocesano de Garanhuns, 1936 a 1941.
  • Curso de Filosofia: Seminário de Olinda, 1942 a 1945.
  • Curso de Teologia: Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, 1945 a 1951.
  • Pós-Graduação: Licenciatura em Direito Canônico - Universidade Gregoriana - Colégio Pio Brasileiro, em Roma, 1949 a 1951.

Antes de ser bispo foi Reitor do Seminário Menor São José em Garanhuns; Vigário em Santa Teresinha - Garanhuns. Vigário de Belém de Maria e finalmente Diretor Espiritual do Seminário de Garanhuns.

Tomou a resolução de ser padre no término do curso ginasial, entrando no Seminário de Olinda, no dia 09 de abril de 1942, com 17 anos.

Foi ordenado padre em 12.03.1949 (com 24 anos).

Eleito Bispo em 14 de julho de 1962 (com 37 anos).

Sagrado Bispo em 16 de Setembro de 1962.

Tomou posse na sua 1ª Diocese - Palmares em 23.09.1962

Ao completar 25 anos de bispado, solicitou ao Papa João Paulo II a sua dispensa. Foi substituído por Dom Genival Saraiva de França que assumiu a diocese dos Palmares em 28/10/2000.

Dom Genival

Dom Genival Saraiva de França - bispo de Palmares

Dom Genival Saraiva de França, filho de José Luiz de França e Maria Brasilina de França, nasceu em Alcantil - PB, no dia 03 de abril de 1938. Recebeu o Batismo na Capela de São José, no dia 12 de agosto de 1938. Com seus oito irmãos, viveu a infância em sua terra natal, onde cursou os estudos primários.

Frequentou a Escola Apostólica dos Padres Salesianos, em Jaboatão dos Guararapes, em 1951, submetendo-se ao exame de admissão ao Ginásio. Cursou o primeiro ano ginasial no Seminário de Olinda, em1952; transferiu-se em 1953, para o Seminário Arquidiocesano da Paraíba, em João Pessoa, onde fez os estudos de nível médio e o curso de Filosofia.

Cursou a Teologia no Seminário Maior de Viamão – RS, concluindo-o em 1964. Recebeu a Ordenação Sacerdotal na Catedral de Campina Grande, no dia 1º de janeiro de 1965, mediante a imposição das mãos de Dom Manuel Pereira da Costa, então Bispo Diocesano de Campina Grande.

Completou sua formação acadêmica com o curso de Licenciatura em Filosofia, na Universidade Católica de Pernambuco, em 1970, e Mestrado em Pedagogia na Pontifícia Universidade Salesiana de Roma, no período de 1978 a 1981.

Na Diocese de Campina Grande exerceu, entre outras, estas funções: Reitor do Seminário Diocesano Cura d' Ars, Pároco da Catedral, Pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, Coordenador da Pastoral Diocesana, Membro do Conselho Presbiteral, do Conselho Pastoral e do Conselho de Assuntos Econômicos. Vigário Capitular em 1981, e Vigário Geral, desde 1986,

Atuou na Pastoral da Comunicação, na condição de apresentador de programas nas Rádios Caturité e FM Campina Grande e como articulista colaborador em jornais estaduais.

Exerceu atividades docentes na rede particular e estadual de ensino e na Universidade Estadual da Paraíba e Universidade Federal da Paraíba - Campus II.

Foi Secretário de Educação e Cultura do Município de Campina Grande e Membro do Conselho Estadual de Educação, no período de 1986 a 1998.

Atualmente é o Bispo da Diocese dos Palmares.

Brasão de Armas

Brasão de armas do município de Palmares

O Escudo de Armas do Município dos Palmares foi criado pela Lei Municipal nº 688 de 24 de outubro de 1975.
O Escudo, da autoria do pintor Telles Júnior, é constituído pelo Escudo propriamente dito, ladeado por dois sustentáculos do Escudo, representando os dois chefes da República dos Palmares, Ganga Zumba à sinistra e Zumbi à dextra, como os vigilantes de todo o patrimônio municipal.
O escudo, ornamentado de barras paralelas, alternadamente em blau e branco, representa a Igualdade.
No abismo, um Sol nascendo sobre os montes, iluminando o Rio Una, reflete sobre as águas e sobre os campos a sua força vital, necessária a todo o progresso. Ainda, no coração do escudo, à sinistra, uma cana de açúcar, simbolizando a riqueza do município e da região. À dextra, uma palmeira real, simbolizando a denominação do município. Em contrachefe, fora e abaixo do escudo, um laço em blau, trazendo em ouro a legenda "DEUS-PÁTRIA-FAMÍLIA".
À sinistra do laço a data histórica da criação do município: 24-05-1873. À dextra a data 09-06-1879, lembrando a Emancipação econômica e política dos Palmares.

sábado, 20 de junho de 2009

Hino da Padroeira

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

Em tuas terras benditas vivemos,
dos Palmares, nos canaviais
Poderemos deixar de viver,
de te amar deixaremos Jamais

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

Foste grande porque te fizeste
a humilde escrava de Deus
precisamos aqui ser pequenos
pra ser grandes contigo nos céus.

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

A mais bela ventura tiveste
de viver sempre unida a Jesus
também nós, nos amando, teremos
entre nós o teu filho que é luz.

Salve, ó mãe dos Palmares querida!
Padroeira por todos amada.
Somos teus e pra sempre queremos te amar.
Ó Maria, Imaculada

No calvário o martírio sofreste
pelo mundo o teu filho doando
nós contigo queremos sofrer
com amor nossa cruz carregando.



O Hino da Padroeira dos Palmares, Nossa Senhora da Conceição dos Montes, é de autoria de D. Acácio Rodrigues Alves

DSC01999 Catedral de Nossa Senhora da Conceição dos Montes – celebração de Corpus Christi - 2009

Nossa Bandeira

Bandeira de Palmares

A Bandeira do município dos Palmares, idealizada por Luiz Portela de Carvalho, foi hasteada pela primeira vez no dia 13 de outubro de 1963, na inauguração do Palácio do Bambu, atual sede do governo municipal, quando também pela primeira vez, foi cantado o Hino dos Palmares.
O autor da bandeira foi Baltazar da Câmara, pernambucano de Vitória de Santo Antão, que morreu no ano de 1983.

Cores e significados
No pavilhão municipal o azul representa nosso céu, o branco representa a paz, o sol simboliza a liberdade; a faixa azul na parte inferior representa o rio Una e a cana é a nossa principal cultura.

Hino Municipal

Na conjunção dos seus canaviais,
a alma verde da gleba está latente,
como esperança que riqueza traz,
tornando o solo forte e independente.
Engenhos, casas-grandes lá de outrora,
que existem pelos campos em Palmares,
são marcos a lembrar, somente agora,
as tradições de fases seculares.

Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!

Os seus dois rios – Una e Piranji,
cujas águas deslizam no torrão,
sempre irmanados, passam por aqui,
a decantar Palmares em canção.
É qual Arcádia, sempre rutilante!
Hipócrene feliz das mais diletas.
Por graça lá do céu edificante
nasceu, assim, a Terra dos Poetas!

É nova Atenas. Honra deste estado.
Aponta ao saber lindo cenário.
Reflete eternas luzes do passado,
nas tradições do Clube Literário.
Salve! Este solo glorioso.
- Que tendo história, tem belezas mil.
- Que o Brasil já tornou tão orgulhoso,
por ser a nova Atenas do Brasil!

Palmares é Canção da Natureza,
- Exortou, certa vez, Silva Jardim.-
É terra de cultura e de grandeza,
no mundo não havendo igual assim!

O Hino Municipal dos Palmares, composto da música de Edson Carlos Rodrigues e Nehemias Galdino de Araújo e do poema do escritor Milton Souto, foi oficializado por Ato do Poder Executivo de nº 306 em 03 de outubro de 1963, conforme o Decreto de nº 144, na gestão de Luis Portela de Carvalho.

Ficou instituído pelo Poder Executivo, o dia 13 de outubro dedicado ao Dia do Hino e da Bandeira Municipal, conforme decreto da Câmara Municipal e a Lei sancionada pelo Prefeito do Município.
O Hino Municipal, gravado pelo Coral Madrigal do Recife, deverá ser cantado sempre em coro uníssono.
Conforme a cerimônia, a sua execução será instrumental ou vocal.
Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal nos dias dedicados ao Hino e Bandeira Municipal e Emancipação Política do Município.
Será de uso facultativo a sua execução ou cântico na abertura de sessões cívicas, nas cerimônias religiosas a que se associe sentido patriótico, no início ou encerramento de transmissões radiofônicas, bem assim para exprimir regozijo público em ocasiões festivas.
Será de uso obrigatório o cântico do Hino Municipal em um dia da semana, nas escolas pertencentes à rede municipal de ensino.

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