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domingo, 26 de julho de 2009

Rio Una II

Jorge de Altinho criou este belo poema que descreve a trajetória de nosso rio.

Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar

É que ele nasce pelas bandas de Capoeiras
Vai descendo as cachoeiras
Ligeiro que nem o vento
Chega em São Bento ele sorri de alegria
A correnteza tá dizendo
Se eu pudesse eu não descia

Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar

Pede licença e entra em Cachoeirinha
É quando vê quatro vaquinhas
Bebendo do seu produto
Se eu pudesse
Eu demorava um tiquinho
Mas vou passar em Altinho
Nem que seja um minuto
Chega em Altinho
Ele se alegra e se agita
Quando vê a moça bonita
Na barreira matutina
Para Agrestina ele corre com emoção
As águas batendo nas pedras
Até parece uma canção

Lá vai o rio Una, vai correndo a galopar
Lá vai o rio Una, vai correndo para o mar

Chega em Palmares
Ele mata a saudade
Passa dentro da cidade
Valente como um leão
Em Água Preta ele deixa de ser arisco
Respeita o padre Francisco 
E pede a sua benção
Aí ele entristece 
E bota pra chorar
Se despede de Barreiros
E emboca pra dentro do mar

Encontro dos rios Una e Piranji Ponte da linha férrea construída pelos ingleses  Rio Una

Desembocadura do Rio Una, embaixo da ponte da linha férrea dos ingleses. Construída em meados do século XIX, mais precisamente no ano de 1862.

detalhe do rio Una - fotografado por Valdir Pedrosa detalhe do rio Una - fotografado por Valdir Pedrosa

Para saber mais…

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